Aliado de Flávio Bolsonaro, Bacellar é transferido para presídio de segurança máxima

O ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Foto: Alex Ramos/Alerj

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil), aliado de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e antigo nome do bolsonarismo para a disputa pelo governo do Rio, foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília neste sábado (4). A informação foi publicada pela coluna de Mirelle Pinheiro, no Metrópoles.

A transferência ocorreu dois dias depois de Bacellar ser alvo de um novo mandado de prisão da Polícia Federal, na quinta-feira (2), em mais uma fase da Operação Unha e Carne. A ação apura indícios de lavagem de dinheiro em benefício da chamada Máfia do Cigarro, dentro do inquérito que investiga o vazamento de informações sigilosas ao Comando Vermelho.

Bacellar está preso desde 27 de março por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação penal mira suspeitas de vazamento de dados sigilosos e obstrução de investigações ligadas à facção no Rio de Janeiro.

O caso atinge um personagem tratado antigamente como peça chave do projeto bolsonarista no Rio de Janeiro. Bacellar se aproximou de Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro em 2024 e 2025, participou de articulações eleitorais e chegou a ser tratado como possível candidato ao Palácio Guanabara com apoio do clã.

Flávio Bolsonaro
O pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e Rodrigo Bacellar, preso como informante do Comando Vermelho. Foto: Reprodução

Um dos registros mostra Flávio Bolsonaro em um almoço com Bacellar em Búzios, na Região dos Lagos, em julho de 2025. O encontro passou a ser lembrado depois que o senador tentou usar o tema das facções para atacar Lula, enquanto sua própria relação política com Bacellar era explorada por críticos.

Na nova fase da Operação Unha e Carne, também foram alvos o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o pastor Márcio Poncio, que foi preso. Segundo a PF, a investigação busca aprofundar a apuração sobre suspeitas de lavagem de dinheiro atribuídas à nova cúpula do jogo do bicho e possíveis ramificações junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio.

Além de Bacellar, Adilsinho e o ex-deputado Thiago Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, também estão custodiados na Penitenciária Federal de Brasília. Segundo o Metrópoles, os três ficarão em alas separadas, sem contato entre si.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/aliado-de-flavio-bolsonaro-bacellar-e-transferido-para-presidio-de-seguranca-maxima/