A Polícia Federal cumpriu nesta segunda (9) uma nova ordem de prisão contra o ex-secretário estadual de Esportes do Rio de Janeiro Alessandro Pitombeira Carracena. A medida faz parte da Operação Anomalia, que investiga um núcleo criminoso acusado de negociar vantagens indevidas e vender influência para beneficiar interesses do Comando Vermelho.
Carracena já estava preso por outra acusação relacionada ao mesmo caso. Segundo a coluna de Juliana Dal Piva no ICL Notícias, ele foi indicado para o governo de Cláudio Castro por aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O secretário estadual do Consumidor, Gutemberg Fonseca, afirma que foi ele quem indicou o advogado para exercer função técnica na gestão estadual.
Além de Carracena, a operação cumpriu três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão no Rio de Janeiro. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. Entre os alvos está também o delegado federal Fabrizio José Romano.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados teriam estruturado uma associação criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública e ao favorecimento de interesses ligados ao tráfico de drogas.

A investigação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para reforçar a atuação da PF contra grupos criminosos violentos no Rio de Janeiro. A iniciativa busca identificar ligações entre organizações criminosas e agentes públicos ou políticos.
Mensagens obtidas pela PF em outra investigação, a Operação Zargun, apontam tentativas de integrantes do Comando Vermelho de influenciar ações de segurança pública no estado. Em um diálogo, Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão e apontado como integrante da facção, afirmou ter se reunido com Gutemberg Fonseca para apresentar demandas e buscar “cobertura política”.
Gutemberg afirmou que a indicação de Carracena ocorreu por critérios profissionais. O secretário disse que Flávio não participou da escolha e que o advogado foi exonerado do cargo em janeiro de 2025. ele também declarou que desconhece o investigado citado nas mensagens e que eventual contato teria ocorrido apenas em eventos públicos, sem qualquer relação ou atendimento de pedidos.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/aliado-de-flavio-bolsonaro-e-preso-em-operacao-contra-o-comando-vermelho/

