Youtubers bolsonaristas ligados ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da gestão Jair Bolsonaro, passaram a atacar a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) após uma audiência nos Estados Unidos sobre tarifas a produtos brasileiros.
As críticas começaram nas redes sociais na terça-feira (07), quando Flávio participou de uma agenda em que pediu que os Estados Unidos não taxem produtos brasileiros antes das eleições. Os ataques miram a equipe da pré-campanha, acusada de falta de agenda, comunicação, organização e planejamento.
Os críticos também apontam um suposto distanciamento do chamado DNA bolsonarista, em referência à estratégia de Flávio de fazer acenos ao centro para tentar avançar sobre eleitores indecisos. Integrantes da campanha não responderam publicamente; em conversas reservadas, dois atribuíram as falas a ressentimento de quem está fora da estrutura e disseram que as críticas serão ignoradas.
Wajngarten escreveu no X nesta quarta-feira (08): “A campanha de Flávio não existe. Não tem agenda. Não tem comunicação. Não tem organização. Não tem planejamento”. Demitido do PL em 2025 após a divulgação de mensagens com críticas a uma possível candidatura de Michelle Bolsonaro (PL) à Presidência, ele sugeriu mudanças na equipe.
Wajngarten defende troca na coordenação e volta de aliados

O ex-secretário propôs que Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, assuma a coordenação-geral. Publicitário, ex-policial e amigo de Flávio, Lopes deixou a campanha em meio à crise envolvendo o filme “Dark Horse” e Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Wajngarten também defendeu a volta de Toninho Neto e Walter Longo, que se opuseram à contratação do publicitário Eduardo Fischer como consultor estratégico de comunicação. Ele pediu ainda a entrada de Duda Lima, marqueteiro do PL, embora pessoas próximas afirmem há meses que ele não tem interesse na função.
Paulo Figueiredo, que recentemente causou desgaste à pré-campanha ao dizer que mulheres não sabem votar, publicou vídeo na terça-feira (07) e chamou a comunicação de “desastre”. “Não adianta Flávio Bolsonaro jogar com as características de um candidato que tem 3% nas urnas. Flávio tem que jogar com as características do bolsonarismo”, disse.
Figueiredo também reclamou da demora na divulgação de uma nota à imprensa depois da fala de Flávio na audiência nos Estados Unidos. “Depois a gente perde e não sabe por que a militância é desengajada, por que toma de 7 a 1 na imprensa todos os dias”, afirmou.
Kim Paim, que tem quase 1 milhão de inscritos no YouTube, criticou nominalmente integrantes da pré-campanha e afirmou que o coordenador-geral, o senador Rogério Marinho (PL), “está alucinado pelo poder”. “O que as pessoas possuem para divulgar o Flávio? Nada. Não tem material sendo gerado”, declarou.
Paim também atacou Vicente Santini, um dos coordenadores da pré-campanha, por sua participação em um evento nos Estados Unidos com o secretário de Estado Marco Rubio e o empresário Joesley Batista, da J&F. Joesley foi apontado como intermediador do encontro entre Lula (PT) e Donald Trump, em maio; procurados, Marinho e Santini não responderam às críticas.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/aliados-eduardo-bolsonaro-atacam-pre-campanha-flavio-bolsonaro/

