Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA no Brasil, afirmou nesta sexta-feira (29) que “o presidente do Brasil é decisão dos brasileiros” ao ser questionada sobre possíveis interferências na eleição brasileira após a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas. A classificação das facções foi anunciada na última quinta-feira (28). Com informações do G1.
Segundo Roberson, a prioridade do governo estadunidense é a segurança e a economia dos EUA. “Agora, quem vai ser o próximo presidente no Brasil é decisão dos brasileiros. Então tá descartada qualquer eventual interferência americana no processo eleitoral brasileiro. Estamos fortes, focando na nossa estratégia do presidente Trump de fazer os Estados Unidos e o mundo mais fortes, mais prósperos, mais seguros. Estamos coordenando constantemente também com parceiros internacionais como o Brasil”, disse a porta-voz.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a decisão americana e afirmou que o governo brasileiro atua internamente no combate às facções. “Nós aprovamos uma Lei Antifacção, e aprovamos a lei para combater o crime organizado, e vamos combater. Eles não são os terroristas que o Trump quer, o Trump quer o Osama Bin Laden… e nós queremos os terroristas brasileiros que estão lá”, declarou durante evento em Sergipe.

Minutos antes do discurso de Lula, o Planalto divulgou nota reforçando ações do governo contra o crime organizado. Questionada sobre a possível influência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve com Donald Trump na quarta-feira (27), Amanda Roberson negou qualquer relação entre a visita do parlamentar e a decisão estadunidense. “A única pessoa que toma decisões pelos Estados Unidos é o presidente Trump e sua equipe, o secretário Marco Rubio”, afirmou.
A porta-voz destacou que a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas integra uma estratégia do governo Trump iniciada no começo do mandato, com objetivo de proteção da segurança nacional americana. “O presidente Trump lançou uma estratégia no início do seu mandato de colocar os interesses dos EUA em primeiro lugar, incluindo fazer todo o possível para garantir e proteger a nossa segurança nacional. E as designações do PCC, ou do CV, que foram anunciadas ontem, são parte desse compromisso do presidente Trump de utilizar todas as ferramentas à nossa disposição para proteger a nossa segurança nacional”, explicou.
A decisão permite aos EUA bloquear bens, impor restrições de vistos e proibir transações financeiras ou apoio por parte de pessoas e entidades no país. Amanda Roberson afirmou que a medida faz parte de uma ação abrangente contra o narcoterrorismo na América Latina, abrangendo também 17 organizações em países como Paraguai, Caribe e Equador. “Importante destacar que esses dois grupos, o CV e o PCC, fazem parte de um grupo de 17 organizações em todo o hemisfério ocidental que está operando em todos os países. Então, essa ação não foi tomada só contra esses dois grupos, mas é parte de uma estratégia abrangente que os EUA estão desenvolvendo agora para eliminar o narcoterrorismo e esses grupos violentos na região”, disse.
“Presidente do Brasil é escolha dos brasileiros”, diz porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, em entrevista ao #Estúdioi.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/apos-acao-contra-pcc-e-cv-casa-branca-nega-interferencia-na-eleicao-brasileira/

