AtlasIntel rebate TSE sobre áudio de Flávio Bolsonaro em pesquisa censurada

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação

A AtlasIntel afirmou nesta segunda-feira (8) que o áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro foi apresentado aos participantes apenas após a conclusão do questionário principal de uma pesquisa eleitoral que acabou suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o instituto, a exibição do material ocorreu em uma etapa separada da coleta de dados e não teve influência sobre as respostas registradas anteriormente. A suspensão do levantamento foi determinada pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, após representação apresentada por Flávio e pelo PL.

A pesquisa, divulgada no mês passado, indicava queda de seis pontos percentuais do senador em relação ao presidente Lula na disputa presidencial após a divulgação do áudio em que Flávio solicita recursos a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

Em nota, a AtlasIntel informou que respeita a decisão judicial e declarou que pretende demonstrar a regularidade do estudo. O instituto afirmou que os entrevistados concluíam todas as perguntas do levantamento antes de terem acesso ao conteúdo audiovisual utilizado na etapa complementar da pesquisa.

Segundo a empresa, não havia possibilidade de alterar respostas após o encerramento do formulário principal. “Após o encerramento definitivo do questionário —sem qualquer possibilidade de retornar às perguntas anteriores ou alterar respostas já registradas— os participantes eram redirecionados para uma página completamente separada do questionário, onde eram convidados a registrar suas reações enquanto ouviam o áudio por meio da ferramenta Atlas VRC.”

O senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Foto: Divulgação

A AtlasIntel também negou que tenha ocorrido influência indevida sobre os participantes. De acordo com a nota, não houve “qualquer tipo de indução aos entrevistados” e tanto o questionário quanto a ferramenta de reação seguiram critérios técnicos e científicos adotados pelo instituto.

A empresa explicou que a ferramenta Atlas VRC não servia para alterar opiniões registradas na pesquisa, mas para medir reações em tempo real ao conteúdo exibido. Conforme a descrição apresentada pelo instituto, a participação era voluntária e os usuários utilizavam uma interface visual para registrar aprovação ou desaprovação ao longo da reprodução do áudio.

“A AtlasIntel pauta seu trabalho pela imparcialidade, rigor científico e precisão. Foi essa combinação que permitiu à AtlasIntel ganhar um destaque global e ser a empresa mais precisa em 102 eleições em todo o mundo nos últimos 7 anos, incluindo o 1º turno da recente eleição presidencial da Colômbia, na qual a AtlasIntel foi o único instituto a indicar a vitória do candidato oposicionista de direita Abelardo de la Espriella”, diz o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman.

Na ação apresentada ao TSE, Flávio Bolsonaro e o PL alegaram que a pesquisa continha perguntas sobre o caso do Banco Master e sobre o senador utilizando expressões de forte conotação negativa, como “esquema de fraudes financeiras”.

Ao analisar o pedido liminar, Nunes Marques afirmou haver “elementos minimamente consistentes” de possível comprometimento da neutralidade metodológica do levantamento. O ministro também observou que outras 27 pesquisas registradas anteriormente pela AtlasIntel não utilizaram questionamentos semelhantes nem recursos audiovisuais como os empregados no estudo suspenso.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/atlasintel-rebate-tse-sobre-audio-de-flavio-bolsonaro-em-pesquisa-censurada/