Autora da pesquisa da polilaminina admite erro e diz que artigo será revisado

A doutora Tatiana Coelho de Sampaio e a polilaminina. Foto: Reprodução

A pesquisadora Tatiana Sampaio afirmou que fará uma revisão no artigo científico que apresentou a polilaminina como possível tratamento para lesões na medula espinhal. A profissional reconheceu problemas na escrita do trabalho, inconsistências em dados e falhas em gráficos divulgados no pré-print publicado em 2024. Segundo a cientista, uma nova versão do texto está sendo preparada para submissão a uma revista científica. Com informações do g1.

A polilaminina é uma proteína derivada da laminina, molécula presente nos tecidos humanos que ajuda na sustentação das células. A hipótese investigada pelo grupo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é que a substância possa estimular a regeneração de conexões nervosas quando aplicada na medula lesionada. A pesquisa reúne cerca de duas décadas de estudos e incluiu testes experimentais em oito pacientes humanos a partir de 2018.

O trabalho ganhou grande repercussão após a divulgação do caso de Bruno Drummond, paciente com lesão medular que voltou a andar depois de participar do estudo. A exposição nas redes sociais impulsionou o interesse público no tratamento, mas também levou especialistas a questionarem aspectos metodológicos do artigo, como inconsistências na apresentação de dados e a interpretação dos resultados.

Dra. Tatiana Sampaio trabalhando no laboratório da UFRJ. Reprodução TV Globo

Entre os problemas reconhecidos pela pesquisadora está um erro em um gráfico do estudo. Na versão atual do pré-print, um participante aparece com cerca de 400 dias de acompanhamento mesmo tendo morrido poucos dias após o procedimento. Tatiana afirmou que houve um erro de digitação e que os dados pertencem, na verdade, a outro paciente. Ela também disse que irá substituir uma imagem ligada a exames de eletromiografia que estava mostrando dados brutos.

A nova versão do artigo também deve incluir uma análise separando os pacientes por tipo de lesão medular e uma revisão geral da redação. Tatiana afirma que as mudanças não alteram os dados apresentados nem as conclusões do estudo e mantém a avaliação de que a polilaminina pode ser eficaz. O artigo já foi submetido a duas revistas científicas, Springer Nature e Journal of Neurosurgery, mas acabou rejeitado.

Especialistas afirmam que ainda há dúvidas importantes sobre o tratamento. O estudo divulgado até agora não possui grupo controle, o que dificulta determinar se as melhorias observadas foram causadas pela polilaminina ou por intervenções como cirurgia e fisioterapia intensiva. A substância ainda precisa passar por ensaios clínicos regulatórios em humanos, iniciando pela fase 1 de segurança, etapa que foi autorizada pela Anvisa em 2026, mas ainda não começou.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/autora-da-pesquisa-da-polilaminina-admite-erro-e-diz-que-artigo-sera-revisado/