Os jogadores da Bélgica voltaram a provocar Donald Trump após a vitória por 4 a 1 sobre os Estados Unidos, na segunda-feira (6), pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Depois de imitarem a dança associada ao presidente estadunidense durante a comemoração de um dos gols, os Diabos Vermelhos repetiram o gesto no vestiário.
O novo vídeo mostra atletas belgas ainda uniformizados, reunidos no vestiário após a classificação, reproduzindo os movimentos que Trump costuma fazer em eventos públicos e atos políticos. A gravação foi exibida pelo HLN, da Bélgica, com a chamada: “No vestiário, os Diabos tiraram sua melhor imitação de Trump da manga”.
A nova comemoração reforçou a provocação iniciada em campo por Romelu Lukaku e seus companheiros. O atacante marcou o último gol da goleada belga e celebrou ao lado de outros jogadores com a dancinha que se tornou uma das marcas registradas de Trump durante suas campanhas à Presidência dos Estados Unidos.
A comemoração foi interpretada como resposta ao caso Folarin Balogun, atacante estadunidense que teve uma suspensão revertida pela Fifa antes da partida. O jogador havia sido expulso contra a Bósnia e Herzegovina, nos 16 avos de final, após revisão do VAR conduzida pelo árbitro brasileiro Raphael Claus.
Pela regra geral do esporte, o cartão vermelho tiraria Balogun do jogo seguinte, justamente contra a Bélgica. No entanto, a punição automática foi suspensa pela Fifa, permitindo que o atacante fosse escalado como titular pelos Estados Unidos nas oitavas.
A decisão ganhou contornos ainda mais controversos depois que Trump admitiu ter ligado diretamente para Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir a revisão do caso. No domingo (5), a entidade anunciou que, com base no Artigo 27 do Código Disciplinar, a execução da suspensão automática de uma partida ficaria suspensa por um período probatório de um ano.
A Bélgica tentou contestar a elegibilidade de Balogun, mas o recurso foi rejeitado pela Fifa. A entidade alegou que a delegação belga não tinha envolvimento legítimo no processo disciplinar. A resposta aumentou o desgaste da Fifa, cobrada por falta de transparência e por abrir uma exceção em favor da seleção anfitriã.
Mesmo liberado, Balogun não conseguiu evitar a eliminação dos Estados Unidos. O atacante começou entre os titulares, mas passou em branco diante da forte atuação belga. A goleada foi selada por Lukaku, e a provocação continuou depois do apito final, agora no vestiário, onde os jogadores voltaram a ironizar Trump com a dança.
Ils ont réitéré dans le vestiaire 😭😭😭😭😭😭 pic.twitter.com/4oPXdhRSfT
— Belgium Touch 🇧🇪 (@BelgiumTouch) July 7, 2026
A Uefa também criticou a decisão da Fifa de liberar Balogun para atuar. Em nota divulgada na segunda-feira, a entidade europeia classificou a suspensão da punição automática como “inédita, incompreensível e injustificável” e afirmou que a Fifa “cruzou uma linha vermelha” ao mexer nos efeitos disciplinares do cartão vermelho durante a competição.
“O futebol, como qualquer outro esporte, baseia-se em regras, que são o fundamento de uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras estão sujeitas à interpretação. Neste caso, não estão”, afirmou a Uefa.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/belgica-repete-dancinha-de-trump-no-vestiario-apos-golear-os-eua/

