O Ministério da Fazenda abriu um processo administrativo contra a Blaze para apurar possíveis violações às regras do mercado de apostas online relatadas pelo advogado Willer Tomaz. Investigado pela Polícia Federal no caso de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS, ele acionou a Justiça para pedir reparação por perdas em jogos de blackjack e roleta na plataforma. Com informações de c-level.folha.uol.com.br.
Documentos do processo apontam que Tomaz realizou 2.145 depósitos que somaram R$ 325,3 milhões e recebeu R$ 180,3 milhões em 2.733 saques. A diferença entre as operações indica saldo negativo de cerca de R$ 145 milhões. A Blaze pode receber multa de até R$ 2 bilhões, a depender da apuração administrativa.
A Polícia Federal investiga as movimentações no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura descontos irregulares em benefícios do INSS. Os investigadores tratam o advogado como possível “hub financeiro, patrimonial e logístico” do esquema sob suspeita.
A defesa de Tomaz nega lavagem de dinheiro e afirma que todas as transações ocorreram em sua própria conta bancária. “Todas as movimentações ocorreram em sua própria conta bancária, de forma transparente e rastreável, sem qualquer ocultação ou dissimulação de origem ou destino de recursos”, disse a defesa.

Relatos sobre reconhecimento facial e criptomoedas entram na apuração
Na ação judicial, Tomaz afirma que um gerente VIP da Blaze desativou a exigência de reconhecimento facial em operações financeiras feitas em janeiro de 2025, quando a empresa já operava legalmente no Brasil. O advogado também relatou que recebeu uma oferta para movimentar valores com criptomoedas.
O reconhecimento facial é obrigatório para as bets autorizadas e integra os mecanismos de identificação dos usuários, prevenção à lavagem de dinheiro, combate ao jogo de menores e políticas contra dependência. A defesa de Tomaz afirma que ele não aceitou a sugestão de usar criptoativos e sustenta que seus extratos registram apenas operações via Pix.
Tomaz jogava sobretudo modalidades de cassino transmitidas ao vivo, como blackjack, bacará e roleta, conforme os autos. Em uma conversa descrita no processo, ele pediu elevação do limite de saque e reclamou da demora na validação facial: “Meu Deus, então aumente o limite para saque. Para R$ 500 mil por saque, senão irá inviabilizar o tamanho do meu jogo. Esse reconhecimento facial está demorando até 1 minuto”.
A Blaze afirmou no processo que o cliente apresentou documentos sobre sua capacidade financeira, incluindo declaração de Imposto de Renda e comprovantes da origem dos recursos, em procedimento de prevenção à lavagem de dinheiro conduzido por um serviço de pagamentos regulado. A empresa disse que preservou os documentos por sigilo fiscal e pediu que uma perícia ou eventual requisição judicial os examine. A Fazenda informou que não divulga dados da investigação enquanto ela estiver em curso.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/blaze-pode-receber-multa-de-ate-r-2-bilhoes-apos-denuncia-de-willer-tomaz/


