Nicolás Maduro mobilizou as Forças Armadas e passou a visitar bases militares após a intensificação da presença naval dos Estados Unidos no Caribe. Na noite de sexta-feira, o cruzador de mísseis guiados USS Lake Erie cruzou o Canal do Panamá rumo ao Atlântico, somando-se a uma força que inclui um submarino nuclear, navios de guerra e cerca de 4,5 mil militares próximos à costa venezuelana.
Em tom patriótico, Maduro classificou o deslocamento como “cerco hostil que viola a Carta da ONU” e tem usado os atos com tropas para reforçar o discurso de defesa da soberania. Washington não reconhece a legitimidade do líder venezuelano, o acusa de envolvimento com o narcotráfico e mantém recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à sua captura.
Nos últimos dias, o governo convocou duas jornadas de alistamento e reforçou a Milícia Nacional Bolivariana, braço civil de apoio às Forças Armadas. Maduro fala em 4,5 milhões de milicianos “prontos para defender o país”, número contestado por especialistas. Meios estatais intensificaram convocações com slogans nacionalistas e apelos por voluntários.


Do lado norte-americano, a previsão é posicionar, nos próximos dias, três navios lançadores de mísseis em águas internacionais próximas à Venezuela, sob o argumento de operações contra o narcotráfico. O movimento ocorre após, em julho, o Tesouro dos EUA designar o “Cartel de los Soles” como entidade terrorista global, apontando Maduro como chefe do esquema.
Analistas divergem sobre o risco de uma intervenção militar direta dos EUA. A avaliação majoritária descarta uma operação ampla, mas não elimina ações pontuais contra alvos do regime. A presença militar na região acende alerta para impactos humanitários, como potencial aumento do fluxo migratório rumo a Roraima, na fronteira brasileira.
A cúpula das Forças Armadas do Brasil acompanha a aproximação dos meios navais e monitora efeitos no território nacional. Até o momento, não há decisão sobre reforço de tropas na fronteira, e a orientação é tratar o tema com discrição enquanto a situação evolui.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/brasil-monitora-tensao-entre-eua-e-venezuela-e-avalia-impacto-em-roraima/

