Casa Branca defende Argentina por faixa sobre Malvinas

Jogadores da Argentina com faixa sobre as Malvinas no gramado após vitória contra a Inglaterra. Foto: Reprodução

Andrew Giuliani, diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, defendeu o direito de jogadores da Argentina exibirem a faixa “As Malvinas são argentinas” após a vitória sobre a Inglaterra na semifinal do torneio. A manifestação provocou reação britânica e entrou na mira do Comitê Disciplinar independente da Fifa.

Nesta sexta-feira (17), Giuliani citou a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege direitos fundamentais como a liberdade de expressão, ao comentar a atitude de parte do elenco argentino. “Nós acreditamos nos direitos garantidos pela primeira emenda aqui nos Estados Unidos da América. (…) E, quanto à capacidade e à oportunidade de fazer esse tipo de manifestação, eles têm esse direito nos Estados Unidos da América”, afirmou em coletiva de imprensa.

Os jogadores ergueram a faixa no Estádio de Atlanta depois da vitória por 2 a 1 contra a Inglaterra. O resultado classificou a Argentina para a final da Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México, marcada para este domingo (19), às 16h, contra a Espanha, no Estádio de Nova Jersey.

Giuliani também comentou a decisão e chamou Lionel Messi de “um dos maiores jogadores de todos os tempos”. “Acho que esta vai ser uma final inacreditável. Quando você pensa na Argentina, na incrível reação que conseguiu ter contra a seleção da Inglaterra, que era muito forte. Muita gente acreditava que este seria finalmente o ano em que a Inglaterra voltaria a disputar uma final de Copa do Mundo depois de 60 anos. Agora, terão de esperar até 2030 ou mais tarde”, disse.

Andrew Giuliani, diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa
Andrew Giuliani, diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa. Foto: Reprodução

Fifa analisa possível punição por mensagem política

O Comitê Disciplinar independente da Fifa informou que analisa “os relatórios da partida e avaliando as circunstâncias relevantes antes de decidir sobre possíveis medidas adicionais”. O código disciplinar da entidade prevê punições a federações por mensagens políticas exibidas em competições organizadas pela Fifa.

Antes da semifinal, a Fifa determinou a proibição da entrada de torcedores com qualquer referência à Guerra das Malvinas, conflito ocorrido em 1982. A entidade também vetou mensagens provocativas no estádio de Atlanta.

No Reino Unido, o secretário britânico de Negócios e Comércio, Peter Kyle, classificou o ato argentino como “uma violação tão flagrante das regras que proíbem atividades políticas no futebol”. Uma porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou: “A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as Ilhas Malvinas certamente são”.

A Guerra das Malvinas envolveu a disputa de soberania sobre o arquipélago das Ilhas Malvinas, chamado de Falkland pelos britânicos. O território é controlado pelo Reino Unido desde 1833 e reivindicado pela Argentina; o conflito durou 74 dias, entre 2 de abril e 14 de junho de 1982, e deixou 907 mortos, sendo 649 argentinos, 255 britânicos e três civis das ilhas.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/casa-branca-defende-argentina-faixa-malvinas-copa/