delegado se pronuncia sobre amizade com advogado dos suspeitos

O delegado lavrou um boletim de ocorrência por calúnia e difamação. Foto: Divulgação

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, negou ter amizade com o advogado Antônio Alexandre Kale, que atua na defesa dos dois adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, em Florianópolis. A manifestação ocorreu após críticas, ataques virtuais e ameaças dirigidas ao delegado e a familiares.

A polêmica teve início depois da circulação de uma foto nas redes sociais em que Ulisses e o advogado aparecem juntos. A imagem levou internautas a questionarem a imparcialidade da investigação e a levantarem suspeitas de proximidade entre ambos, o que motivou comentários ofensivos e acusações públicas.

Em vídeo divulgado nas redes, Ulisses afirmou não manter qualquer vínculo pessoal com o advogado. “Não tenho relação de amizade, nem de amizade íntima com o referido advogado. Ele foi delegado de polícia e se aposentou no ano de 2023, a última oportunidade em que ele esteve comigo na Delegacia Geral, ou seja, há mais de três anos”, declarou.

O delegado informou que ingressou com ação judicial por danos morais contra o responsável por disseminar os boatos. Segundo ele, o autor mora no Amazonas e também responderá por calúnia e difamação. A medida busca conter novas acusações e proteger sua integridade pessoal.

Ulisses destacou ainda que não participa diretamente das investigações sobre a morte do cão. Como delegado-geral, sua função é administrativa, enquanto o caso está sob responsabilidade dos delegados Mardjoli Valcareggi e Renan Balbino.

Cão Orelha. Foto: Divulgação

O delegado também comentou ataques recebidos após adotar o cachorro Caramelo, que estava com Orelha no momento da agressão e sobreviveu. “Esse cão não é o primeiro que foi adotado por mim e não será o último, estava na rua, precisava de um dono, precisava de um tutor e agora foi integrado à nossa família”, afirmou.

O caso do cão Orelha gerou forte comoção na capital catarinense. O animal, que vivia havia cerca de dez anos na região da Praia Brava, foi encontrado agonizando após ser atingido por pauladas na cabeça, segundo relatos de moradores.

O cão chegou a ser levado a um hospital veterinário, mas, diante da gravidade dos ferimentos, precisou passar por eutanásia. A morte provocou manifestações públicas, mobilização nas redes sociais e pedidos por responsabilização dos envolvidos.

Em nota, a Associação Praia Brava lamentou o episódio e afirmou aguardar o “correto esclarecimento dos fatos”. Moradores da região realizaram um ato público pedindo Justiça e reforçando a cobrança por apuração rigorosa do caso.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/caso-orelha-delegado-se-pronuncia-sobre-amizade-com-advogado-dos-suspeitos/