O coletivo Derrubando Muros enviou ao Ministério Público Federal (MPF) uma representação para pedir investigação sobre o processo que atribuiu ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) o direito de ocupação de um imóvel de luxo em Angra dos Reis. A família do jogador Richarlison ocupava anteriormente o local.
O documento aponta indícios de advocacia administrativa, expressão usada para descrever o uso da função pública em benefício de interesse privado. Miguel Reale Jr. e o jurista Conrado Hübner Mendes estão entre os signatários da representação.
José Cesar Martins, coordenador do Derrubando Muros, afirmou que a questão envolve um bem público. “Não é uma mera disputa entre entes privados. Trata-se de patrimônio da União. É de todos os brasileiros”, disse.
O terreno pertence à União, e Richarlison havia adquirido o direito de ocupação da propriedade com outros parceiros. O jogador afirmou ter investido cerca de R$ 10 milhões no imóvel.

Disputa pelo imóvel em Angra dos Reis
Richarlison disse nas redes sociais, no sábado (17), que interessados passaram a procurar o grupo depois da aquisição da posse, entre eles Flávio Bolsonaro. “Como eu não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça”, afirmou o atleta.
A representação não pede que a posse retorne a uma pessoa determinada nem busca defender uma das partes da disputa. Para o coletivo, a ocupação por Richarlison estava consolidada enquanto aguardava uma decisão administrativa da Secretaria do Patrimônio da União.
Martins afirmou que o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, procurou Richarlison para tratar do imóvel, mas o jogador recusou a proposta. Richarlison declarou que Willer e o senador apresentaram à Secretaria do Patrimônio da União um pedido de regularização em favor do parlamentar.
Em manifestações anteriores, Flávio Bolsonaro negou irregularidades e disse que mantém apenas uma relação de amizade com Willer Tomaz. O empresário que adquiriu os direitos sobre o terreno afirmou ter feito a compra legalmente, pago R$ 5 milhões para regularizar pendências fiscais e classificou os antigos ocupantes como invasores.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/coletivo-aciona-mpf-para-investigar-mansao-disputada-por-flavio-e-richarlison/

