Eduardo Bolsonaro fala em “renda passiva” e evita explicar elo da família com dinheiro de Vorcaro

Eduardo Bolsonaro concedeu entrevista ao canal “Paulo Figueiredo Show” Foto: @Paulo Figueiredo Show via Youtube

O ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro tentou desvincular sua família do banqueiro Daniel Vorcaro ao comentar a crise provocada pelas revelações sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção dedicada à trajetória de Jair Bolsonaro.

Em live com o lobista Paulo Figueiredo nos EUA, Eduardo negou que tenha existido qualquer contrapartida ao dinheiro buscado junto a Vorcaro para bancar o longa e afirmou que o empresário teria recebido apenas “exposição para ser perseguido”.

A declaração ocorre após a divulgação de mensagens em que Flávio Bolsonaro aparece negociando R$ 134 milhões com o dono do Banco Master para financiar o projeto cinematográfico sobre o pai.

Embora tente tratar o caso como um contato pontual ligado ao filme, Eduardo acabou admitindo conexões indiretas com a estrutura financeira investigada. Ele confirmou ter contratado o advogado Paulo Calixto, apontado como agente legal do fundo Hevangate, sediado no Texas, para ajudá-lo em “questões migratórias” e também em “fundos etc”, justamente no momento em que autoridades investigam se recursos ligados a Vorcaro foram usados para custear sua permanência nos Estados Unidos.

Eduardo negou ter recebido dinheiro de Vorcaro ou do fundo, mas evitou esclarecer de forma objetiva como se sustenta fora do Brasil. Disse viver de “renda passiva” e lembrou ter recebido R$ 2 milhões arrecadados via Pix por iniciativa do pai, sem detalhar outras fontes de recursos. Também se recusou a explicar a origem dos US$ 50 mil que afirma ter investido na fase inicial do filme para garantir contrato com o diretor Cyrus Nowrasteh.

Ao mesmo tempo em que afirma não ter relação com Vorcaro, Eduardo saiu em defesa do irmão, alegando que as tratativas de Flávio Bolsonaro com o banqueiro se limitaram à produção do filme. A Polícia Federal, porém, deve aprofundar a investigação sobre os acertos financeiros envolvendo o clã Bolsonaro e o empresário, incluindo suspeitas de desvio de recursos para estruturas ligadas ao ex-deputado nos EUA.

Na entrevista, Eduardo ainda tentou transformar o caso em perseguição política contra a família Bolsonaro, sustentando que há uma tentativa de “forçar uma ilegalidade” para atingir Flávio. Apesar do desgaste provocado pelas revelações, ele afirmou que o irmão manterá a pré-candidatura presidencial e declarou que “só o Flávio consegue bater o Lula”.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/eduardo-bolsonaro-fala-em-renda-passiva-e-evita-explicar-elo-da-familia-com-dinheiro-de-vorcaro/