Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a pedir que o governo dos Estados Unidos imponha sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um dia antes de seu julgamento por coação no curso do processo. A ação penal contra o ex-deputado será analisada nesta terça-feira (16) pela Primeira Turma da Corte.
Em publicação feita em inglês no X, Eduardo afirmou que o STF estaria se preparando para condená-lo em retaliação ao presidente Donald Trump. Ele defendeu a retomada de sanções contra Moraes e chamou o ministro de “violador de direitos humanos”.
“Não sei quem aconselhou a suspensão dessas sanções, mas fazê-lo foi, no mínimo, um grave erro”, escreveu o filho de Jair Bolsonaro. Segundo ele, Moraes estaria aguardando o retorno de uma administração democrata radical aos Estados Unidos para agir contra aliados de Trump.
O ex-deputado foragido também questionou a acusação apresentada contra ele. Para Eduardo, tratar suas articulações com integrantes do governo estadunidense como crime equivaleria a afirmar que autoridades dos Estados Unidos integrariam uma organização criminosa.
🇧🇷🇺🇸 BRAZIL’S SUPREME COURT IS PREPARING TO CONVICT ME IN RETALIATION AGAINST PRES. TRUMP
This is how a political court operates – and Trump knows better than anyone how lawfare can be weaponized against political opponents.
President @realDonaldTrump , Secretary Rubio, and… pic.twitter.com/Ovy40L62On
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) June 15, 2026
O julgamento está marcado para esta terça-feira. A Defensoria Pública da União, responsável pela defesa de Eduardo Bolsonaro após ele não indicar advogado particular, pediu que um ministro da Segunda Turma fosse convocado para compor o colegiado, já que a Primeira Turma está com uma vaga aberta desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Alexandre de Moraes rejeitou o pedido e manteve a análise da ação penal. O caso será julgado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e pelo próprio relator.
A Procuradoria-Geral da República acusa Eduardo Bolsonaro de atuar nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir no julgamento da trama golpista, no qual Jair Bolsonaro foi condenado. Segundo a PGR, ele buscou apoio para medidas como sanções e tarifas contra o Brasil em reação ao andamento do processo.
A ofensiva envolvia a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, instrumento que pode bloquear bens, restringir propriedades em território estadunidense e impedir entrada no país. Eduardo Bolsonaro foi citado por edital e não compareceu ao interrogatório por videoconferência marcado no processo.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/em-ingles-eduardo-bolsonaro-cobra-novas-sancoes-dos-eua-contra-alexandre-de-moraes/

