Quadrilhas de várias regiões emocionam público no Arraial de Belém

O XXII Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas segue no Arraial de Todos os Santos 2026, no Centur, em Belém, reunindo grupos de diferentes regiões do Pará em apresentações marcadas por tradição e competitividade. 

Na noite desta segunda-feira (15), representando a quadrilha Santa Luzia, do Jurunas, Jamylle Cardoso destacou a responsabilidade de ocupar o posto de Miss Caipira. Em seu segundo ano na função, ela reconhece a pressão, mas também o aprendizado. “É muita pressão. Ano passado eu tive meus erros, mas aprendi como é ser uma miss de verdade. Este ano estou me esforçando bastante”, afirmou.

A fantasia da brincante traz referências culturais nordestinas. “A gente veio com o tema dos reis e rainhas do xote, xaxado e baião. Eu represento uma das rainhas do xaxado”, explicou. Jamylle também contou que a ligação com as quadrilhas começou ainda na infância, influenciada pela madrinha. “Eu ia para os ensaios com ela, comecei como miss de rua, depois passei pela quadrilha mirim. Hoje, estar aqui é uma sensação muito louca”, disse.

De Breves, no Marajó, o grupo “Paixão de Nina” também marcou presença. O professor de educação física Adrian Carvalho, de 29 anos, falou sobre a emoção de subir ao palco principal do evento. “Já vim outras vezes, mas nos bastidores. Participar agora é algo surreal. É um trabalho de meses para chegar nesse momento. Estar aqui, representando o Marajó, é muito gratificante”, destacou.

A empresária Gabrielle Albuquerque, de 22 anos, reforçou o sentimento coletivo vivido pelos grupos. “A gente passa o ano todo se preparando. Tem alegria, tem choro, tem discussão, mas no final dá tudo certo. O importante é apresentar um belo espetáculo”, afirmou. Entre os momentos preferidos da coreografia, ela cita o “banzeiro”. “É quando a gente imita a onda, inspirado na pororoca, que é um símbolo do Pará, essa parte me emociona bastante”, explicou.

Na plateia, o público também demonstra forte ligação com a tradição junina. A enfermeira Cíntia Lima, de 39 anos, acompanha o evento todos os anos. “Eu gosto muito dessa época. É uma festa que une as pessoas. Além das quadrilhas, tem as comidas típicas, que não podem faltar”, disse. 

Devota de Santo Antônio, Cíntia mantém costumes familiares durante o período junino. “O pãozinho de Santo Antônio é tradição lá em casa. É mais um agradecimento do que um pedido”, contou. O Arraial de Todos os Santos é promovido pela Fundação Cultural do Pará e segue até o dia 30 de junho, com entrada gratuita, na sede da FCP — o antigo Centur –, das 17h às 22h.

Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/quadrilhas-de-varias-regioes-emocionam-publico-no-arraial-de-belem/