Empresários brasileiros acompanham com preocupação a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma audiência nos Estados Unidos sobre a investigação americana de práticas comerciais do Brasil, um processo que pode levar à imposição de tarifas de até 25% sobre produtos exportados pelo país.
A audiência ocorre nesta segunda-feira (06) e reunirá representantes do governo americano, integrantes do setor produtivo e o senador, que participará na condição de testemunha. A presença de Flávio no debate acendeu alerta entre empresários por envolver um pré-candidato à Presidência em uma negociação comercial sensível.
Representantes do empresariado passaram a perceber, nos últimos dias, maior resistência de autoridades americanas nas conversas sobre o caso. Nos bastidores, a avaliação é que a disputa política pode contaminar discussões técnicas e reduzir as chances de uma solução favorável ao Brasil.
O processo analisado pelos Estados Unidos mira práticas comerciais brasileiras e tem potencial de afetar diretamente exportadores nacionais. A possibilidade de tarifa de até 25% amplia a preocupação de setores que dependem do mercado americano para vender produtos brasileiros.

Documento de Flávio ao USTR mira etanol e açúcar
Outra preocupação do setor produtivo envolve o documento que Flávio Bolsonaro encaminhou na semana passada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, conhecido pela sigla USTR. Integrantes da indústria avaliam que a proposta pode enfraquecer a posição brasileira em um dos pontos mais sensíveis da negociação.
No texto enviado ao órgão americano, o senador defende um acordo de reciprocidade total para as tarifas de importação de etanol e açúcar entre Brasil e Estados Unidos. O modelo, chamado de “zero a zero”, prevê a eliminação das tarifas desses produtos nos dois países.
Para empresários ligados à negociação, etanol e açúcar exigem cautela porque concentram interesses relevantes de produtores brasileiros e americanos. A avaliação no setor é que uma proposta apresentada por um ator político pode alterar a dinâmica de uma discussão que vinha sendo tratada como tema técnico.
Flávio é apresentado pelo PL como pré-candidato à Presidência da República e chega à audiência em um momento de tensão entre empresários brasileiros e autoridades americanas. O encontro desta segunda reúne governo dos Estados Unidos, setor produtivo e o senador em torno da investigação que pode resultar em novas barreiras a exportações do Brasil.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/empresariado-teme-que-flavio-bolsonaro-dificulte-negociacao-sobre-tarifa-dos-eua/

