O Estadão publicou nesta quinta-feira (9) um editorial duro contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por sua atuação em audiência do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, em Washington. O jornal acusa o senador de usar um fórum técnico sobre tarifas contra produtos brasileiros para fazer campanha eleitoral, atacar Lula e favorecer interesses pessoais em vez de defender exportadores do país. Confira trechos:
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, transformou em comício a audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para ouvir argumentos técnicos contra a adoção de tarifas americanas a produtos brasileiros. Em vez de defender o Brasil com ponderações adequadas àquele fórum, Flávio Bolsonaro envergonhou os brasileiros ao usar os poucos minutos que tinha para atacar seu adversário na disputa eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e para sugerir que os Estados Unidos esperem a eleição para então negociar com um novo presidente – isto é, ele –, que será muito mais alinhado ao presidente Donald Trump. (…)
Enquanto autoridades e empresários adotaram o tom pragmático que a situação exigia, Flávio discursou sobre regulação de big techs, corrupção no Brasil e Pix – temas irrelevantes para o propósito daquele fórum. Para comprovar que seu interesse não era defender os exportadores brasileiros, e sim apenas fustigar Lula, Flávio apresentou-se ao lado de seu irmão Eduardo Bolsonaro, deputado cassado que está homiziado nos Estados Unidos conspirando dia e noite contra o Brasil e que havia defendido entusiasticamente a adoção de tarifas americanas. Nada mais precisava ser dito.

Não foram necessários mais do que cinco minutos para que Flávio Bolsonaro provasse, de uma vez por todas, que é indigno da confiança do setor produtivo nacional. Houve premeditação. O senador tinha objetivos muito bem definidos ao viajar aos Estados Unidos – e nenhum deles remotamente ligado à defesa dos produtores industriais e agrícolas do País, muito menos dos empregos de milhões de brasileiros. (…)
Somem-se a isso sua relação de “irmão” com Daniel Vorcaro, a quem Flávio Bolsonaro pediu de viva voz cerca de R$ 134 milhões, e o passado para lá de suspeito do senador, que envolve prática de “rachadinhas”, suspeita de lavagem de dinheiro por meio de loja de chocolates, compra de imóveis em dinheiro vivo e ligações com milicianos do Rio de Janeiro. É nesse contexto de fragilidade política que o senador foi a Washington para tentar reconstruir, à força de fotos e “cortes” para as mídias sociais, uma viabilidade eleitoral que os fatos vêm corroendo dia após dia.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/estadao-flavio-bolsonaro-envergonhou-brasileiros-audiencia-eua/

