Um acordo firmado entre os Estados Unidos e o Cazaquistão para explorar uma das maiores reservas inexploradas de tungstênio do mundo está levantando novas suspeitas de conflito de interesses envolvendo a família do presidente Donald Trump.
De acordo com uma investigação do New York Times, Donald Trump Jr. e Eric Trump estão entre os beneficiários de um empreendimento de mineração que ganhou força após o governo americano fechar um acordo estratégico com o governo cazaque. Também aparecem ligados ao negócio Brandon e Kyle Lutnick, filhos do secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick.
A empresa americana Kaz Resources, responsável pelo projeto, pretende iniciar a exploração da mina nos próximos meses e deve receber pelo menos US$ 1,6 bilhão em financiamento público.
Mineral virou peça-chave na disputa com a China
O tungstênio tornou-se um dos minerais mais estratégicos para a indústria de defesa americana. O metal é utilizado na fabricação de ogivas de mísseis, caças militares, blindagens e chips eletrônicos de alta tecnologia.
A busca por novas fontes de abastecimento ganhou urgência depois que a China impôs restrições à exportação do mineral em 2025, afetando diretamente a cadeia de suprimentos dos Estados Unidos.
Desde então, o Pentágono passou a investir em refinarias de tungstênio dentro de bases militares e intensificou a busca por jazidas no exterior, já que atualmente não existem minas em operação em território americano.
Segundo a investigação, pelo menos 14 empresas ligadas à família Trump, à família Lutnick ou a ambas participam de negociações com o governo federal relacionadas à exploração de minerais considerados críticos para a segurança nacional.

Acordo foi fechado sem divulgar vínculos familiares
O acordo com o Cazaquistão foi assinado em 6 de novembro, mas a participação das famílias Trump e Lutnick não foi divulgada oficialmente durante as negociações.
Segundo o New York Times, os filhos do presidente e do secretário de Comércio estavam “fazendo negócios com parceiros em um acordo que seus pais negociavam”, ampliando um padrão de enriquecimento privado durante o segundo governo Trump que, segundo o jornal, encontra poucos precedentes na história política americana.
Empresa minimiza críticas
O presidente da Kaz Resources, Pini Althaus, reconheceu que a operação pode gerar questionamentos, mas negou irregularidades.
“Posso entender que a aparência da situação incomode algumas pessoas. Mas isso é lamentável, porque esta empresa e este projeto vão muito além de qualquer presidente, muito menos de qualquer família”, afirmou.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/filhos-de-trump-lucram-com-minerais-estrategicos-apos-acordo-bilionario-entre-eua-e-cazaquistao/

