Governo Lula reage a ataque de Rubio por tarifaço

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o influenciador Paulo Figueiredo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Reprodução

O novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil chegou nesta quinta-feira (16) acompanhado de um ataque do secretário de Estado americano, Marco Rubio, ao presidente Lula. No governo brasileiro, fontes oficiais reagiram em duas frentes: uma política, que atribuiu a ofensiva ao bolsonarismo, e outra técnica, baseada em reuniões mantidas com Washington. Com informações do UOL.

Rubio publicou no X que “o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou o seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”.

Integrantes do governo que analisaram a fala pelo ângulo político disseram que o ataque não surpreendeu. “Rubio combinou o ataque com o bolsonarismo. Nada de novo”, afirmou uma das fontes ouvidas sobre a reação de Brasília.

A ala técnica rebateu a acusação de falta de negociação com números. Foram citadas mais de 30 reuniões no último ano, entre encontros presenciais, conversas virtuais e telefonemas, em níveis presidencial, ministerial e técnico.

Reuniões e Seção 301 entram na resposta brasileira

Somente com Jamieson Greer, representante de Comércio da Casa Branca, e Marco Rubio, o governo brasileiro contabiliza 11 contatos. “Nós sempre tomando a iniciativa”, disse uma fonte oficial ao contestar a versão apresentada pelo secretário americano.

As críticas do governo também miraram a chamada Seção 301, investigação americana que abrangeu comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, acordos comerciais com outros países, acesso ao mercado de etanol, proteção à propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento.

Fontes oficiais afirmaram que “as denúncias não tinham nem pé nem cabeça”. Na área ambiental, uma delas questionou a base da cobrança americana: “Negociar o que no caso do desmatamento, se reduzimos à metade o desmatamento na Amazônia, entre 2022 e 2025?”

A mesma fonte disse que Washington não apresentou proposta concreta em temas como desmatamento e Pix. “Nunca propuseram nada. No caso do Pix, a mesma coisa”, afirmou. Outro integrante do governo resumiu a avaliação de Brasília: “Como o lado americano não tem argumentos, nunca teve, tudo acaba em política. Tudo sempre foi político”.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/governo-lula-ataque-rubio-tarifaco-eua/