Hamas, Al Qaeda e Antifas: a lista de 94 “grupos terroristas” que Trump vai incluir PCC e CV

Pixação do PCC em muro. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (28) que vai incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida passa a valer em 5 de junho e amplia os instrumentos legais do governo estadunidense contra as facções brasileiras.

Assim, as facções entram em uma lista com grupos conhecidos mundialmente como Hamas, Hezbollah, Al-Qaeda e Boko Haram. A gestão Trump também incluiu grupos ideológicos, como o “Antifa Leste”, um núcleo de esquerda nos Estados Unidos que promoveu manifestações contra o governo de extrema-direita.

Conhecidas nos Estados Unidos pela sigla FTO, de Foreign Terrorist Organizations, essas organizações são definidas pela legislação estadunidense como grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas ou com capacidade e intenção de realizar atos desse tipo. A classificação também exige que os grupos representem ameaça à segurança dos EUA.

A lista foi criada em 1996, durante o governo de Bill Clinton, após a aprovação da Lei Antiterrorismo e de Pena de Morte Efetiva pelo Congresso estadunidense. As primeiras designações ocorreram em outubro de 1997 e incluíram organizações como Hamas, Hezbollah e Frente de Libertação da Palestina.

Ao longo dos anos, outros grupos passaram a integrar a lista, como a Al-Qaeda, em 1999, o Estado Islâmico, em 2004, e o Cartel de los Soles, em 2025. Atualmente, 94 organizações estão classificadas pelos Estados Unidos como terroristas. Veja a lista completa:

  1. Hamas (1997)
  2. Hezbollah (1997)
  3. Frente de Libertação da Palestina (1997)
  4. Jihad Islâmica Palestina (1997)
  5. Frente Popular para a Libertação da Palestina (1997)
  6. Comando-Geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina (1997)
  7. Partido/Frente Revolucionária de Libertação do Povo (1997)
  8. Sendero Luminoso (1997)
  9. Grupo Abu Sayyaf (1997)
  10. Harakat ul-Mujahidin (1997)
  11. Partido dos Trabalhadores do Curdistão (1997)
  12. Tigres de Libertação do Tamil Eelam (1997)
  13. Exército de Libertação Nacional (1997)
  14. Al-Qaeda (1999)
  15. Movimento Islâmico do Uzbequistão (2000)
  16. Novo Exército Republicano Irlandês (2001)
  17. Lashkar-e-Taiba (2001)
  18. Jaish-e-Mohammed (2001)
  19. Jemaah Islamiya (2002)
  20. Partido Comunista das Filipinas/Novo Exército do Povo (2002)
  21. Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (2002)
  22. Asbat al-Ansar (2002)
  23. Brigada dos Mártires de Al-Aqsa (2002)
  24. Lashkar-i-Jhangvi (2003)
  25. Estado Islâmico (2004)
  26. Exército Republicano Irlandês da Continuidade (2004)
  27. Ansar al-Islam (2004)
  28. União da Jihad Islâmica (2005)
  29. Al-Shabaab (2008)
  30. Movimento da Jihad Islâmica em Bangladesh (2008)
  31. Brigadas do Hezbollah (2009)
  32. Luta Revolucionária (2009)
  33. Al-Qaeda na Península Arábica (2010)
  34. Jaysh al-Adl (2010)
  35. Tehrik-e Taliban Paquistão (2010)
  36. Movimento da Jihad Islâmica (2010)
  37. Exército do Islã (2011)
  38. Mujahideen Indianos (2011)
  39. Rede Haqqani (2012)
  40. Brigadas Abdallah Azzam (2012)
  41. Jemaah Anshorut Tauhid (2012)
  42. Ansar al-Dine (2013)
  43. Boko Haram (2013)
  44. Ansaru (2013)
  45. Batalhão Al-Mulathamun (2013)
  46. Estado Islâmico Província do Sinai (2014)
  47. Ansar al-Sharia em Benghazi (2014)
  48. Ansar al-Sharia em Darnah (2014)
  49. Ansar al-Sharia na Tunísia (2014)
  50. Exército dos Homens da Ordem Naqshbandi (2015)
  51. Al-Qaeda no Subcontinente Indiano (2016)
  52. Estado Islâmico na Líbia (2016)
  53. Estado Islâmico Província de Khorasan (2016)
  54. Hizbul Mujahideen (2017)
  55. Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (2018)
  56. Brigadas Al-Ashtar (2018)
  57. Estado Islâmico no Grande Saara (2018)
  58. Estado Islâmico na África Ocidental (2018)
  59. Estado Islâmico nas Filipinas (2018)
  60. Estado Islâmico em Bangladesh (2018)
  61. Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (2019)
  62. Liga dos Justos (2020)
  63. Movimento dos Braços do Egito (2021)
  64. Estado Islâmico na República Democrática do Congo (2021)
  65. Estado Islâmico em Moçambique (2021)
  66. Segunda Marquetalia (2021)
  67. Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (2021)
  68. Cartel de Sinaloa (2025)
  69. Cartel Jalisco Nova Geração (2025)
  70. Cartel del Noreste (2025)
  71. Nova Família Michoacana (2025)
  72. Cartel do Golfo (2025)
  73. Cartéis Unidos (2025)
  74. Tren de Aragua (2025)
  75. Mara Salvatrucha (2025)
  76. Ansarallah (2025)
  77. Viv Ansanm (2025)
  78. Gran Grif (2025)
  79. Exército de Libertação do Baluchistão (2025)
  80. Los Choneros (2025)
  81. Los Lobos (2025)
  82. Harakat al-Nujaba (2025)
  83. Harakat Ansar Allah al-Awfiya (2025)
  84. Kata’ib Sayyid ul-Shuhada (2025)
  85. Brigadas Imam Ali (2025)
  86. Barrio 18 (2025)
  87. Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional (2025)
  88. Justiça Proletária Armada (2025)
  89. Autodefesa Revolucionária de Classe (2025)
  90. Antifa Leste (2025)
  91. Cartel de los Soles (2025)
  92. Clã do Golfo (2025)
  93. Irmandade Muçulmana do Líbano (2026)
  94. Irmandade Muçulmana do Sudão (2026)
Manifestantes do “Antifa Leste”. Foto: reprodução

Em comunicado, o governo estadunidense afirmou que o PCC e o CV estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”. O texto diz ainda que as facções “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.

O secretário Marco Rubio afirmou em uma rede social que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos. “O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”, escreveu.

Segundo Washington, a medida reforça o compromisso da administração de Donald Trump de “desmantelar cartéis e organizações criminosas” na região. A decisão pode abrir caminho para bloqueio de bens, sanções financeiras, restrições migratórias e responsabilização criminal de pessoas ou empresas acusadas de apoiar as facções.

Nos bastidores segundo o g1, o governo Lula atuava para tentar impedir que os Estados Unidos adotassem a classificação. A avaliação no Palácio do Planalto é que o enquadramento como grupo terrorista poderia dar margem a ações mais duras do governo estadunidense contra organizações criminosas em território brasileiro.

Em um cenário extremo, integrantes do governo avaliam que os Estados Unidos poderiam usar esse argumento para justificar uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países. Especialistas em segurança pública também afirmam que a legislação brasileira contra facções criminosas prevê penas mais duras do que a lei antiterrorismo.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/hamas-al-qaeda-e-antifas-a-lista-de-94-grupos-terroristas-que-trump-vai-incluir-pcc-e-cv/