O orçamento previsto para a realização do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL), sofreu cortes após a prisão do ex-presidente, em novembro do ano passado. Integrantes da equipe relataram à Coluna do Estadão que Karina Ferreira da Gama, dona da produtora GoUp, passou a controlar ainda mais os gastos. “A Karina ficou desesperada e travou o dinheiro”, contou um profissional do set.
Apesar da negociação de cerca de R$ 134 milhões entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, parte da equipe afirmou que desde o início havia preocupação com o orçamento. “Eles diziam que o orçamento era apertado”, comentou outro integrante. O valor da produção supera o de filmes brasileiros recentes como “Ainda Estou Aqui” (R$ 45 milhões) e “O Agente Secreto” (R$ 28 milhões).
A ideia inicial era filmar em países como Argentina e Uruguai, mas questões orçamentárias levaram à decisão de rodar as cenas em São Paulo. A gravação da facada em Bolsonaro durou quatro dias. A escolha pelo Brasil também buscou reduzir custos da produção.
O deputado Mário Frias (PL-SP), produtor-executivo do filme e que atuou como o cirurgião de Bolsonaro, foi descrito pela equipe como simpático, mas militante. Ele teria feito um discurso agradecendo a equipe e afirmando que todos estavam “lutando pela liberdade de expressão” e “contra a ditadura”. A mesa permaneceu em silêncio.

O diretor Cyrus Nowrasteh, conhecido por produções conservadoras, quis dramatizar acontecimentos da vida de Bolsonaro. Ele chegou a propor um “jato de sangue” para a cena da facada, mas seguiu orientação de um cirurgião após questionamentos da equipe, optando por retratar a realidade da região abdominal.
Em outro episódio, Nowrasteh comentou de forma irônica sobre a tatuagem de um integrante da equipe de arte com a foice e o martelo. “Interesting tattoo”, disse, gerando apenas um sorriso do profissional. A interação não afetou a produção, mas chamou atenção do grupo.
Jim Caviezel, intérprete de Bolsonaro, participou da gravação de forma intensa, seguindo o roteiro de dramatização, que incluiu o planejamento de cenas e ensaios para cada sequência, de acordo com a equipe. A atenção aos detalhes reforçou o esforço de manter realismo dentro das limitações de orçamento.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/milhoes-de-vorcaro-nao-evitaram-cortes-em-dark-horse-apos-prisao-de-bolsonaro-travou-o-dinheiro/

