Flávio Bolsonaro diz que Moro crê em sua inocência

Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato do partido à Presidência, afirmou neste sábado (5) que Sergio Moro (PL-PR) está convencido de que ele não cometeu irregularidades no caso das rachadinhas. “Não há nada melhor do que o tempo para mostrar quem é inocente e quem não é. Então, hoje, o Sérgio Moro tem a convicção de que eu não fiz nada de errado”, disse.

Flávio deu a declaração em Ponta Grossa (PR), onde visitou o ex-assessor de Jair Bolsonaro Filipe Martins. O STF condenou Martins por participação na trama golpista de 2022, e ele está preso.

Questionado sobre a aproximação com Moro após os ataques do ex-juiz à família Bolsonaro, Flávio tratou as divergências como superadas. “O Moro faz parte do nosso time. É o nosso candidato a governo aqui no Paraná, tenho certeza que vai ser um grande governador”, afirmou, ao chamar o senador de “grande quadro da política nacional”.

Ruptura começou com saída de Moro do governo Bolsonaro

Moro integrou o governo de Jair Bolsonaro como ministro da Justiça a partir de 2019, após deixar a magistratura. Ele pediu demissão em abril de 2020, em meio à divergência com o então presidente sobre a troca no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Na saída do ministério, Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal. Depois, passou a criticar o governo e tentou construir uma candidatura própria ao Palácio do Planalto.

Durante a filiação ao Podemos, em 2021, Moro citou as rachadinhas em um discurso sobre corrupção. “Chega de corrupção, chega de mensalão, chega de petrolão, chega de rachadinha. Chega de querer levar vantagem em tudo e enganar a população”, declarou na ocasião.

Naquele período, Flávio era investigado sob suspeita de participar de um esquema de apropriação de parte dos salários de assessores em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ainda em 2021, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça anulou atos da investigação.

No livro “Contra o sistema da corrupção”, publicado em 2021, Moro relatou pressões no governo relacionadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enquanto a investigação alcançava Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador. O ex-ministro escreveu que se opôs a medidas que poderiam, em sua avaliação, comprometer a prevenção à lavagem de dinheiro para beneficiar o filho do então presidente.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/moro-tem-conviccao-de-que-eu-nao-fiz-nada-de-errado-diz-flavio-sobre-rachadinhas/