Nunes Marques assume ação do PT contra Flávio por fake news

Kássio Nunes Marques, presidente do TSE. Foto: reprodução

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, vai relatar a representação apresentada por PT, PCdoB e PV contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL à Presidência, por declarações falsas sobre as urnas eletrônicas.

A ação também mira o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC). Os partidos acusam os quatro de integrarem um suposto “movimento articulado de desinformação contra a integridade do sistema eletrônico de votação”.

A federação sustenta que os alvos atuaram de forma coordenada para descontextualizar um documento dos Estados Unidos sobre eleições na Venezuela e usá-lo para disseminar desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro.

Os partidos pedem ao TSE a exclusão imediata dos conteúdos publicados nas redes sociais, medidas das plataformas contra o impulsionamento de publicações semelhantes e multa de R$ 30 mil para cada um dos alvos da representação.

Senador Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Fala de Flávio e posição do TSE sobre a Smartmatic

Durante um evento na terça-feira (21), Flávio Bolsonaro citou alegações infundadas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo as quais a empresa Smartmatic estaria envolvida em um plano de fraude eleitoral do governo chavista. “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse o senador.

O TSE já reafirmou em diferentes ocasiões que a Smartmatic não fornece urnas nem softwares usados nas eleições brasileiras. A informação contradiz a associação feita por Flávio entre a empresa e os equipamentos utilizados no país.

Em maio, o TSE definiu que Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha participarão da distribuição dos processos relacionados à propaganda eleitoral, tema considerado sensível nas campanhas.

A portaria também determinou que decisões sobre concessão ou rejeição de liminares em propaganda eleitoral, incluindo pedidos de direito de resposta, devem seguir imediatamente para análise do plenário do TSE, inclusive em sessões virtuais.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/nunes-marques-acao-flavio-bolsonaro-desinformacao-urnas/