Pesquisa Ipsos/Ipec aponta que 39% dos brasileiros veem interferência dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. O levantamento ouviu 2 mil pessoas em 130 municípios entre os dias 13 e 17 de junho.
Segundo o levantamento, 24% discordam da ideia de que a medida represente interferência americana em temas que dizem respeito apenas ao Brasil. A pesquisa mediu a percepção dos entrevistados sobre efeitos políticos, econômicos e de segurança pública ligados à decisão atribuída aos EUA.
Os entrevistados ficaram divididos sobre o impacto econômico da classificação. Para 31%, a medida deve prejudicar a economia brasileira; outros 31% afirmaram que ela não vai prejudicar.
Na área de segurança pública, 33% disseram acreditar que a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas vai melhorar a segurança no Brasil. Outros 28% avaliaram que a medida não vai melhorar o quadro.
A decisão americana de classificar as facções como terroristas ocorreu após um encontro de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, com o presidente Donald Trump na Casa Branca, em maio.

Levantamento também perguntou sobre Pix, polícias e comunidades
A pesquisa também abordou a possibilidade de a classificação ameaçar o Pix. Nesse ponto, 39% discordaram da afirmação, enquanto 21% concordaram totalmente com a hipótese.
Sobre a cooperação entre polícias e serviços de inteligência do Brasil e dos Estados Unidos, 30% responderam que a medida não vai atrapalhar o trabalho conjunto. Outros 27% avaliaram que a classificação vai prejudicar essa articulação.
O risco para moradores de comunidades dominadas pelo PCC e pelo Comando Vermelho apareceu entre as maiores preocupações medidas pelo levantamento. De acordo com a pesquisa, 41% acreditam que a classificação vai colocar essas populações em risco, enquanto 24% disseram que não vai colocar.
A Ipsos/Ipec também perguntou se a decisão representaria ameaça a recursos nacionais, como terras raras, a região amazônica e outras riquezas brasileiras. Para 32% dos entrevistados, há ameaça; 29% não acreditam nessa possibilidade.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/pesquisa-interferencia-eua-pcc-cv-terroristas/

