Por que o PSOL rejeitou federação com o PT nas eleições de 2026





O presidente Lula ao lado de Guilherme Boulos (PSOL)

O PSOL decidiu rejeitar a proposta de formar uma federação partidária com o PT para as eleições de 2026. A decisão foi tomada neste sábado (7) durante reunião virtual do diretório nacional do partido. Ao final da votação, 47 integrantes se posicionaram contra a aliança e 15 votaram a favor.

Com a definição, o partido optou por manter a federação que já possui com a Rede Sustentabilidade. A direção da legenda avaliou que a parceria construída nos últimos anos tem garantido representação institucional e melhores condições para enfrentar as regras eleitorais vigentes.

Em nota, a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, afirmou que o debate foi realizado de forma ampla dentro do partido. Segundo ela, a decisão final seguirá sendo respeitada mesmo entre correntes que defenderam posições diferentes durante a discussão.

A proposta de federação com o PT era apoiada por setores ligados ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL). A corrente Revolução Solidária defendia a união entre os partidos como uma estratégia para fortalecer o campo da esquerda nas próximas eleições.

Guilherme Boulos (PSOL) como Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República

No entanto, outras correntes do PSOL avaliaram que a federação poderia reduzir a autonomia política da legenda. Como a federação obriga partidos a atuarem como uma única bancada por quatro anos, parte da direção considerou que a medida poderia limitar posições próprias do PSOL em disputas nacionais e regionais.

Outro argumento apresentado internamente foi o impacto eleitoral. Lideranças do partido afirmaram que uma federação com o PT poderia diminuir o número de candidaturas da esquerda ao Legislativo, reduzindo a possibilidade de ampliar bancadas na Câmara dos Deputados e nas assembleias estaduais.

Também pesaram divergências políticas entre as duas siglas em temas como meio ambiente, estratégia econômica e alianças regionais. Em alguns estados, integrantes do PSOL avaliam que a união com o PT poderia obrigar o partido a apoiar candidaturas locais que não contam com consenso interno.

Apesar da derrota da proposta defendida por sua corrente, interlocutores do partido afirmam que Guilherme Boulos permanecerá no PSOL. O debate ocorre em um momento de atenção à cláusula de barreira, regra que exige desempenho mínimo nas eleições para garantir acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda eleitoral.






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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-o-psol-rejeitou-federacao-com-o-pt-nas-eleicoes-de-2026/