O secretário de Governo de Itumbiara (GO), Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, atirou nos dois filhos, matou o mais velho, feriu o mais novo e tirou a própria vida na noite desta quarta (11). O caso é investigado como homicídio consumado e homicídio tentado, seguido da morte do próprio autor. A ocorrência mobilizou a Polícia Militar e o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) do município.
Nascido em 1985, Thales era formado pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) em Engenharia Agronômica e Administração de Empresas. Antes de ingressar na política, atuou como estagiário na Caramuru Alimentos, como gerente administrativo no Shopping Center Plaza de Itumbiara e como gerente na Fazenda Água Azul.
Ele integrava a administração municipal desde 2021, na gestão do prefeito Dione Araújo (União Brasil), de quem era genro. À frente da Secretaria de Governo, exercia funções de articulação política e administrativa e acompanhava ações relacionadas à defesa civil no município.
De acordo com o Portal da Transparência, o secretário recebia remuneração bruta de R$ 19.803,83, com salário líquido de R$ 14.602,30 após descontos. Era considerado um dos principais nomes do grupo político do prefeito e atuava como articulador em cidades da região.


A gestão municipal é alinhada a pautas de extrema-direita. O prefeito Dione Araújo declarou apoio a Jair Bolsonaro em agendas públicas, e Thales mantinha proximidade com o campo político. Ele era visto como herdeiro do chefe do Executivo local e seria pré-candidato a deputado estadual, com apoio do deputado federal Daniel Agrobom.
Nas redes, o secretário seguia e interagia com figuras de extrema-direita, como Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Magno Malta e Luciano Hang.
Thales atirou contra as crianças dentro da casa da família e, em seguida, contra si. O filho mais velho chegou a ser levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC), mas não resistiu aos ferimentos.
O mais novo foi encaminhado ao Hospital Estadual de Itumbiara, onde permanece internado em estado gravíssimo. A Secretaria Estadual de Saúde informou que preservará detalhes sobre o estado clínico.
A Polícia Civil afirmou que, até o momento, não há indícios de participação de terceiros. Um inquérito foi instaurado e segue sob responsabilidade do GIH, que realiza oitivas, perícias e levantamentos para esclarecer a motivação do crime. A corporação informou que os trabalhos ocorrem sob sigilo.
A mãe dos meninos estava viajando para São Paulo quando o crime ocorreu e foi informada sobre a morte do filho após voltar a Itumbiara. Ela era casada há 15 anos com o secretário.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-era-o-secretario-bolsonarista-que-matou-filho-e-tirou-a-propria-vida/

