O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou nas redes sociais que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sabia da “proximidade tóxica” que cerca o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). A declaração veio após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou bloqueio de bens de Valdemar e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha em investigação sobre emendas parlamentares.
“Não é o primeiro, nem será o último que entra pelo cano com os malfeitos no orçamento. (…) Muita gente está sem dormir”, escreveu Renan em publicação no X.
O senador também citou Mariângela Fialek, servidora da Câmara conhecida como “Tuca”. “A assessora, conhecida por Tuca, é nitroglicerina”, afirmou. A Polícia Federal aponta Mariângela como operadora de um esquema de repasses irregulares de emendas parlamentares.
Não foi falta de aviso. Valdemar Costa Neto sabia da proximidade tóxica com Arthur Lira. Não é o primeiro, nem o será último que entra pelo cano com os malfeitos no orçamento. A assessora, conhecida por Tuca, é nitroglicerina. Muita gente está sem dormir. https://t.co/gGIYCb4Sry
— Renan Calheiros (@renancalheiros) July 12, 2026
Renan é um dos principais adversários políticos de Arthur Lira em Alagoas. Ao mencionar Valdemar, Lira e “Tuca”, o senador aumentou a disputa política local às apurações sobre a destinação de recursos do orçamento no Congresso.
PF aponta atuação de servidora em emendas atribuídas a Cunha
A Polícia Federal afirma que Mariângela Fialek dominava sistemas internos da Câmara e os fluxos de tramitação das emendas parlamentares. Esse conhecimento, segundo a investigação, permitia acompanhar, remanejar e fracionar recursos conforme orientações atribuídas a Eduardo Cunha.
Os investigadores sustentam que Cunha manteve influência sobre a distribuição de verbas da Comissão de Saúde mesmo sem mandato desde 2016. Parte dessa conclusão saiu da análise do telefone celular apreendido com Mariângela.

O aparelho reunia planilhas, anotações e mensagens que, para a PF, indicam uma estrutura paralela de gerenciamento de emendas supostamente coordenada por Cunha. Os registros apontam negociações sobre a destinação de recursos e alterações de beneficiários conforme interesses políticos.
Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens e ativos de Eduardo Cunha no âmbito da investigação. Na decisão, o ministro citou indícios de que o ex-deputado atuou por meio de um “arranjo decisório paralelo” e afirmou que os elementos reunidos apontam “sintomas inequívocos” da possível prática de peculato.
A investigação é um desdobramento da Operação Transparência e identificou 29 emendas que somam mais de R$ 6 milhões. A PF apura se as indicações foram formalizadas para ocultar o papel de Cunha como articulador das demandas; mensagens no celular de Mariângela também apontam uma “cota informal” de recursos direcionada a Minas Gerais.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/renan-valdemar-proximidade-toxica-lira-bloqueios-stf/

