O atacante Richarlison, do Tottenham, voltou a comentar neste sábado (04) a disputa judicial envolvendo uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, ao repostar um vídeo publicado pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O vídeo compartilhado pelo parlamentar mostrava imagens aéreas do imóvel. Ao republicar o conteúdo nos stories do Instagram, Richarlison escreveu: “Lugar bonito né? Pois é. Me tomaram”, e marcou o perfil de Flávio.
O jogador já havia dito em um comentário no Instagram que investiu aproximadamente R$ 10 milhões na propriedade e que não recebeu o valor de volta. “Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana”, afirmou.
A fala anterior apareceu em uma publicação da advogada imobiliária Ana Paula Zantut, que usou o caso para explicar a diferença entre posse e propriedade de um imóvel, ponto que virou o centro da disputa judicial.
O Richarlison segue balançando o caixão do Flávio Bolsonaro pic.twitter.com/SQ4eimkpM7
— Vai Desmaiar (@vaidesmaiar) July 4, 2026
Disputa judicial envolveu posse e propriedade da mansão
A controvérsia envolve a compra da mansão por uma empresa ligada a Richarlison e ao empresário Renato Velasco. Outra empresa reivindicou direitos possessórios sobre a área e alegou ocupar o imóvel antes da venda.
A empresa ligada ao jogador sustentou que adquiriu legalmente a propriedade, direito formal registrado em cartório. O grupo adversário afirmou ter posse anterior do bem, ou seja, o exercício efetivo de ocupação da área antes da negociação.
Flávio Bolsonaro nunca integrou o processo como parte, mas os advogados do jogador o arrolaram como testemunha. O senador entrou nos autos porque visitou a mansão antes da conclusão da negociação e, depois, retornou ao local acompanhado do advogado Willer Tomaz, amigo pessoal dele e um dos principais envolvidos na disputa pela posse.
Em 2025, o Superior Tribunal de Justiça manteve a decisão favorável à empresa ligada a Willer Tomaz. O relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, afirmou que o recurso da empresa de Richarlison exigiria nova análise de provas e contratos já examinados pelas instâncias anteriores: “Nesse contexto, não há como afastar a incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ, visto que o acolhimento da pretensão recursal demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusula contratual, procedimentos inviáveis ante a natureza excepcional da via eleita”.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/richarlison-mansao-flavio-bolsonaro-me-tomaram/

