A disputa política entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Eduardo Bolsonaro (PL) ganhou desdobramento na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A tensão veio à tona após a indicação do líder da bancada do PL na Casa travar, episódio que gerou insatisfação entre parlamentares do partido e acusações de interferência do governador, negadas por ele.
Segundo o UOL, o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP), aliado de Eduardo, buscava assumir a liderança da bancada após a saída de Carlos Cézar, que deixou o mandato ao assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Conhecido como “Carteiro Reaça”, ele havia reunido assinaturas suficientes entre os colegas para ocupar o posto, em uma bancada formada por 20 deputados.
Nos bastidores, duas versões circularam. Uma aponta que Tarcísio teria ligado a parlamentares para desestimular o apoio a Diniz; outra indica que deputados consultaram o governador, que teria preferido o nome de Alex Madureira (PL).
Com a retirada de duas assinaturas, Diniz perdeu a maioria. Procurado, Tarcísio negou interferência: “Isso não aconteceu. É assunto da bancada do PL”. E completou: “Nunca fui de entrar em decisões de bancada. Não fiz isso nem na do Republicanos”.
O episódio transporta para o plano estadual a relação conflituosa entre o governador e Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado já atacou Tarcísio publicamente, acusando-o de “subserviência servil às elites” ao negociar o tarifaço de Donald Trump e de ser o “candidato do sistema, o cara que [Alexandre de] Moraes quer”.


A disputa também envolve o futuro político: Diniz é citado por Eduardo como possível nome do grupo ao Senado por São Paulo. O “Carteiro Reaça” já reclamou de Tarcísio por decisões como o uso de câmeras nas fardas policiais e o pagamento de emendas a deputados do PT, dizendo que o governador acena demais ao centro.
A preferência do Palácio dos Bandeirantes recaiu sobre Alex Madureira, visto como mais conciliador. Ex-filiado ao PSD, ligado a pautas de governança e à agenda ESG, Madureira tem perfil distante do bolsonarismo mais ideológico.
O presidente da Alesp, André do Prado (PL), aliado de Tarcísio, negou interferência e defendeu o critério de agregação: “Final de mandato, temos que ter na liderança alguém que tenha uma boa relação com todos”.
Em meio aos ruídos, houve tentativa de baixar a temperatura. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu a Eduardo que maneirasse nos ataques ao governador. Após visitar Jair Bolsonaro, Tarcísio afirmou que apoiará o pré-candidato à Presidência e reiterou a intenção de disputar a reeleição. O ex-deputado respondeu com aceno de união: “Este é um momento de focarmos naquilo que converge”.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/treta-entre-eduardo-e-tarcisio-respinga-na-alesp-e-divide-o-pl-entenda/

