O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou nesta terça-feira (9) a análise da decisão individual de Kassio Nunes Marques que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa presidencial de 2026. O levantamento apontou queda de cinco pontos nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A sessão foi interrompida após pedido de vista da ministra Estela Aranha. Com isso, a decisão de Nunes Marques segue valendo até a retomada do julgamento, ainda sem prazo definido.
Antes da interrupção, Nunes Marques votou para manter a suspensão da pesquisa. O ministro é presidente do TSE e relator da representação apresentada pelo PL, partido de Flávio Bolsonaro.
Durante a sessão, Nunes Marques chamou atenção para uma pergunta específica do levantamento. “Chamo a atenção também para o quesito número 11, que, ao meu sentir, afigura-se construído sobre pressuposição capciosa, pois pergunta qual o grupo político está mais envolvido no esquema de fraudes financeiras do Banco Master, parecendo tomar como fato a própria existência do esquema e o envolvimento dos grupos políticos, sem ofertar alternativa para rejeitar a premissa”, afirmou.
Nunes Marques diz que uma pergunta da AtlasIntel é “capciosa” por questionar qual grupo político está mais envolvido com o esquema do Banco Master.
Segundo o ministro, a pergunta “toma como fato” a existência do esquema e o envolvimento dos grupos políticos. pic.twitter.com/8FLmc3u4Ez
— Sam Pancher (@SamPancher) June 9, 2026
A fala deslocou o debate para a forma da pergunta, mas o caso Master já envolve elementos públicos sob investigação. A Polícia Federal apura fraudes financeiras ligadas ao banco, inclusive a tentativa de compra pelo Banco de Brasília, instituição pública ligada ao governo do Distrito Federal.
O escândalo também atingiu recursos previdenciários. A PF mirou o Rioprevidência em esquema que envolve fundos dos servidores do Rio de Janeiro de cerca de R$ 970 milhões aplicados em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, também é apurado as aplicações de R$ 2,01 bilhões do fundo em produtos ligados à instituição.
A pesquisa da AtlasIntel foi divulgada depois do vazamento de um áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. O PL alegou que o questionário teria sido estruturado para induzir respostas negativas sobre o senador.
A AtlasIntel afirmou que respeita a decisão e que está prestando informações sobre a metodologia. O instituto disse confiar que a análise técnica do colegiado confirmará a robustez e a legalidade do estudo. O julgamento é visto como um teste para a nova composição do TSE em casos sensíveis das eleições de 2026.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/tse-adia-analise-e-mantem-censura-a-pesquisa-que-mostrou-derretimento-de-flavio-bolsonaro/

