O árbitro somali Omar Artan desembarcou nesta quarta (10) em Mogadíscio sob aplausos e homenagens após ser impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo. Considerado o melhor árbitro da África em 2025, ele seria o primeiro representante da Somália a apitar uma partida do torneio.
Artan teve a entrada negada no Aeroporto Internacional de Miami, apesar de possuir passaporte diplomático e visto válido. Nenhuma justificativa oficial foi apresentada pelas autoridades migratórias. A Somália está entre os países atingidos pelas restrições de entrada impostas pelo governo de Donald Trump e a Fifa confirmou sua exclusão da competição.
Ao retornar ao país, o árbitro foi recebido por autoridades, representantes da Federação Somali de Futebol, colegas de profissão e centenas de moradores. Muitos carregavam cartazes de apoio e imagens do juiz, que se tornou um símbolo nacional após o episódio.
“Gostaria de agradecer aos funcionários, ministros, parlamentares e a todos. Quero agradecer ao meu país e ao meu povo pelo apoio. Com o incentivo que recebi aqui, sei que vou conseguir mais apoio fora [do aeroporto]”, declarou ao chegar à capital somali.
Artan também prometeu perseguir o objetivo de participar da próxima Copa do Mundo. “Tudo está predestinado. A Fifa me apoiou e esteve em contato comigo até eu chegar em Mogadíscio. Prometo que vou apitar na próxima Copa do Mundo”, prosseguiu.
Referee Omar Artan was given a hero’s welcome as he arrived back in Somalia after he was denied entry to the US 🇸🇴 pic.twitter.com/mqQTDQIjNJ
— BBC Sport (@BBCSport) June 10, 2026
Selecionado entre os 52 árbitros da competição, ele relatou ao jornal The New York Times que passou por uma entrevista de 11 horas com agentes de imigração e ficou detido por várias horas antes de ser colocado em um voo para Istambul.
Questionado sobre o caso, Andrew Giuliani, responsável pela força-tarefa da Casa Branca para a Copa, afirmou apenas: “Foi a decisão certa da alfândega e da patrulha de fronteira e eu apoio essa decisão”.
Ao encerrar sua chegada à Somália, Artan fez um apelo aos jovens do país para que não percam a confiança em sua nação: “Vamos todos defender a honra da Somália. Todos pertencemos à Somália, seja ela boa ou ruim. Essa bandeira é nossa, assim como o passaporte, vamos defendê-la. Os jovens não deveriam se desmoralizar com seu país. Apesar de isso acontecer comigo, ainda defenderei minha nação”.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-arbitro-barrado-nos-eua-e-ovacionado-e-recebido-como-heroi-na-somalia/

