Como foi a operação que desmantelou bailes funk criminosos no Roblox com participação de menores

Os alvos são Henry Gustavo Tavares Soares da Silva e os adolescentes M.P.O. e R.G.S.C.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou na manhã deste sábado (28) a Operação Fim de Jogo, com o objetivo de desmantelar uma rede de “bailes virtuais” promovidos dentro da plataforma Roblox, amplamente utilizada por crianças e adolescentes. A investigação, conduzida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), identificou que os responsáveis pelo conteúdo criminoso são Henry Gustavo Tavares Soares da Silva e os menores M.P.O. e R.G.S.C. As investigações apontam que, nesses “bailes”, facções criminosas eram exaltadas, com a exposição de menores a conteúdos impróprios, como drogas, armas e interações de cunho sexual.

De acordo com a Polícia Civil, os “bailes virtuais” eram realizados em salas temáticas dentro do Roblox, com destaque para a chamada “Baile da Rocinha”, um espaço que simulava consumo de drogas, ostentação de armas e incitação à prática de crimes como ataques a policiais e furtos de veículos. Os investigadores também identificaram a oferta de “jobs”, uma referência a práticas de prostituição virtual, o que agrava ainda mais a gravidade do conteúdo disseminado.

O primeiro suspeito foi preso em Duque de Caxias, na comunidade do Vai Quem Quer, enquanto contra outro alvo foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Celulares, computadores e outros materiais foram apreendidos para serem submetidos à perícia. O caso gerou uma grande preocupação, dado o impacto que tais conteúdos podem ter sobre a segurança e a saúde mental de crianças e jovens expostos a eles.

A investigação teve início em janeiro, após denúncias apontando a criação de espaços no Roblox que incitavam a violência e glorificavam as ações de facções criminosas. A Polícia Civil destacou que, ao agir no ambiente digital, os criminosos estavam não apenas incentivando a cultura do crime, mas também colocando em risco o desenvolvimento psíquico e social de menores de idade.

Bailes virtuais” promovidos dentro da plataforma Roblox

A Operação Fim de Jogo conta com o apoio de diversas delegacias, como DRFA-CAP, DRFC-CAP e DRE-CAP, e é coordenada pelos delegados Cristiano Maia e Maria Luiza Machado. Eles ressaltaram a importância de combater crimes virtuais, principalmente quando envolvem a exploração de menores e a disseminação de comportamentos violentos e criminosos nas plataformas digitais.

Além de expor facções criminosas, as investigações indicaram que, dentro dos bailes virtuais, os usuários simulavam o uso de substâncias ilícitas, o que reforça a necessidade de medidas educativas e de fiscalização digital mais rígidas. A plataforma Roblox, embora muito popular entre o público jovem, tem sido palco de discussões sobre segurança, já que muitas crianças e adolescentes acessam o conteúdo sem supervisão adequada.

A ação policial não é um caso isolado. Nos últimos anos, o uso de plataformas digitais por facções criminosas tem se intensificado, trazendo à tona a urgência de um debate sobre a regulamentação de ambientes virtuais, como jogos online, para evitar a exposição de menores a conteúdos impróprios e perigosos.

A operação também chama a atenção para a necessidade de mais atenção ao monitoramento de espaços digitais frequentados por jovens. A investigação continua em andamento, e as autoridades afirmam que novas prisões e apreensões podem ocorrer em breve, conforme o andamento da perícia nos materiais apreendidos. Veja o vídeo:

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-como-foi-a-operacao-que-desmantelou-bailes-funk-criminosos-no-roblox-com-participacao-de-menores/