O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que buscar vingança pela morte do líder supremo Ali Khamenei e de outras autoridades iranianas é um “dever e direito legítimo” do país.
Em declaração oficial, ele disse que a República Islâmica considera obrigação de Estado punir os responsáveis e aqueles que ordenaram o ataque, mobilizando todos os recursos disponíveis.
O ex-subsecretário adjunto de Defesa dos Estados Unidos, Michael Mulroy, avaliou que a morte do líder supremo não significaria colapso automático do regime iraniano. Ele comparou o cenário ao da Venezuela, onde o poder estaria mais concentrado na figura do presidente Nicolas Maduro.
Segundo Mulroy, o Irã possui múltiplos centros de poder:
- o clero xiita
- as Forças Armadas
- a Guarda Revolucionária
- serviços de inteligência
Isso reduz a chance de que a eliminação de uma única liderança leve à submissão política imediata.


Mulroy afirmou que é improvável que o Irã aceite exigências dos United States após o assassinato. Pelo contrário, a tendência pode ser uma escalada militar regional.
Entre as capacidades mencionadas estão:
- Produção em larga escala de drones
- Ataques coordenados contra alvos estratégicos
- Pressão sobre países do Golfo aliados de Washington
Ele citou ataques recentes contra edifícios nos Emirados Árabes e no Bahrein como exemplo do tipo de ação possível. Mesmo que muitos drones sejam interceptados, o envio simultâneo de grandes quantidades pode sobrecarregar sistemas de defesa aérea. Diante desse quadro, três cenários principais são considerados por analistas internacionais:


1. Escalada regional controlada
O Irã amplia ataques indiretos por meio de drones, mísseis e aliados regionais, mas evita confronto direto em grande escala com forças americanas. Esse cenário mantém tensão alta, porém sem guerra aberta.
2. Guerra regional ampla
Ataques diretos contra bases americanas e infraestrutura no Golfo poderiam levar a resposta militar pesada dos EUA e de aliados. Isso afetaria rotas de petróleo, comércio global e estabilidade política em diversos países.
3. Reorganização interna com transição tensa
Mesmo com retórica dura, o regime pode priorizar reorganização do poder interno antes de ações externas mais agressivas. A sucessão dentro do sistema religioso e militar seria decisiva.


Impacto internacional
Uma escalada no Golfo tem efeitos imediatos:
- Alta no preço do petróleo
- Instabilidade nos mercados financeiros
- Pressão diplomática de potências como China e Rússia
- Risco de envolvimento de Israel
A região concentra rotas estratégicas de energia, como o Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo exportado no mundo.
O mundo assiste, mais uma vez, ao horror atravessar os limites da humanidade. Ataques promovidos por EUA e Israel que atingem uma escola e matam crianças no Irã jamais podem ser tratados como “efeitos colaterais”. O mundo não pode normalizar o bombardeio de civis. pic.twitter.com/ne1hB6g1Jp
— Pastor Henrique Vieira (@pastorhenriquev) February 28, 2026
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/vinganca-e-dever-e-direito-legitmo-diz-presidente-do-ira-apos-assassinato-de-khamenei/

