A manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro é dada como certa por ministros de diferentes grupos do Supremo Tribunal Federal (STF).
O prazo concedido pelo ministro Alexandre de Moraes se encerra em duas semanas. O relator ainda não tomou uma decisão sobre o futuro do ex-presidente, segundo relatos de integrantes da Suprema Corte.
A avaliação é de que, pelo menos até agora, Bolsonaro não descumpriu nenhuma medida cautelar e não há indícios de que tenha interferido no processo eleitoral.
Além disso, os boletins médicos apontam que as crises de soluço do dirigente de direita são persistentes, o que justificaria ser mantido em sua residência.
Por isso, a avaliação de ministros é de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro cumpriu com os acenos feitos na Suprema Corte, de que ela cuidaria do marido para que seguisse as ordens judiciais.
Para integrantes do STF, uma mudança do regime de prisão só serviria para municiar ainda mais políticos de direita com um discurso de eventual perseguição a Bolsonaro.
A expectativa é de que, caso a prisão domiciliar se torne permanente, Michelle deve dar início à sua participação no processo eleitoral.
A ex-primeira-dama deve ser candidata a senadora pelo Distrito Federal e tem sido cobrada a atuar de maneira mais direta em busca de votos para o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), na disputa pela Presidência da República.
Fonte: CNN Brasil
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