A Defesa Civil de Salvador avalia que o edifício 105 A, o mais afetado pela explosão registrada na última sexta-feira (27), no bairro do Stiep, pode ser recuperado parcialmente. Após vistoria técnica realizada na manhã deste domingo (1º), o órgão afastou, em um primeiro momento, a necessidade de demolição total da estrutura.
Segundo o engenheiro da Codesal, Antônio Figueiredo, o lado direito do prédio sofreu danos mais severos, com comprometimento do segundo e do terceiro andares. Essas áreas deverão passar por demolição parcial, mas a estrutura global, de acordo com avaliação preliminar, pode ser preservada.
“O lado direito tem comprometimento do segundo e do terceiro andares e essas partes terão que ser demolidas, mas toda a estrutura do prédio pode ser recuperada. Claro que a definição final ocorrerá após um laudo técnico mais detalhado, mas, no nosso entendimento, somente as áreas diretamente afetadas pela explosão apresentam risco. Há pilares e vigas em balanço, paredes esponjadas e estruturas suportando grande carga, situações que exigem intervenção”, afirmou.
Apesar da tendência de recuperação parcial, Figueiredo ponderou que a hipótese de demolição total ainda não está completamente descartada. Questões como segurança estrutural, idade da construção e viabilidade econômica serão consideradas no laudo final.
A vistoria não pôde ser realizada no sábado (28) por causa da fumaça intensa no local, o que também impediu o trabalho do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Ambos os órgãos devem retornar nesta segunda-feira (3) para novas avaliações e para apurar as causas da explosão e do incêndio, inicialmente associadas a um possível vazamento de gás.
Técnicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) iniciaram a retirada de vigas comprometidas para evitar sobrecarga nas lajes inferiores. Já a remoção de entulhos está sob responsabilidade da Limpurb.
Moradores começam a retornar
O incidente ocorreu por volta das 10h de sexta-feira, na Rua Tibúrcio de Castro, no Conjunto Vale dos Rios. Cada bloco abriga 16 famílias. Com a explosão, parte da estrutura lateral do 105 A cedeu e uma densa fumaça tomou conta da área. Ao menos 16 pessoas ficaram feridas, segundo a Codesal.
Prédios vizinhos também sofreram danos, com janelas e portões destruídos. Três edifícios foram interditados na sexta-feira. Neste domingo, parte dos moradores dos blocos 106 D e 106 C recebeu autorização para retornar após a adoção de medidas emergenciais, como a construção de um corredor de proteção para acesso seguro às unidades.
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