Comunidade do Nordeste de Amaralina ganhará 270 moradias para famílias em situação de vulnerabilidade

A comunidade Pé Preto, no bairro do Nordeste de Amaralina, começará a passar por uma ampla transformação urbana com a construção de 270 moradias destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social. A ordem de serviço para o início das obras foi assinada nesta sexta-feira (26) pelo prefeito Bruno Reis, acompanhado do coordenador da Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, Daniel Masiero.

O projeto prevê investimentos superiores a R$ 50 milhões, provenientes de recursos federais e municipais, e inclui a implantação de infraestrutura completa, equipamentos comunitários e espaços comerciais. A previsão da Superintendência de Obras Públicas (Sucop) é de que os trabalhos sejam concluídos em 14 meses.

Durante a cerimônia, Bruno Reis destacou que a iniciativa integra a política habitacional desenvolvida pelo município em outras comunidades da capital.

“Mais um conjunto habitacional que a Prefeitura constrói. Ao longo dos últimos anos, projetos similares foram desenvolvidos na região do Mané Dendê, nas comunidades do Barro Branco e Guerreira Zeferina. Agora, chegou a vez daqui do Pé Preto, um lugar onde as pessoas moravam em barracos de madeira, sem esgotamento sanitário, sem água e em condições precárias”, afirmou.

O prefeito lembrou que a gestão municipal elaborou o projeto, buscou os recursos necessários e já executou a primeira etapa das intervenções.

“Já iniciamos a primeira etapa da obra, que foi a terraplenagem e as contenções. E hoje estamos aqui para autorizar as construções das habitações. São 270 unidades, com boxes para que os moradores possam comercializar seus produtos, gerando emprego e renda”, acrescentou.

Segundo ele, o novo conjunto habitacional se soma a outros investimentos recentes realizados no Nordeste de Amaralina, como a reconstrução da Escola Municipal Anita Barbuda — primeira unidade da rede municipal com piscina semiolímpica — e a implantação de um complexo esportivo na Avenida Nova República, equipado com campo de gramado sintético, quadra de futevôlei e academia ao ar livre.

O projeto urbanístico, elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), prevê a construção de 270 unidades habitacionais distribuídas em 19 módulos residenciais. Serão 262 casas geminadas, com dois e três quartos, além de oito unidades de uso misto, que poderão funcionar como residência e espaço comercial.

A intervenção também contempla a implantação de 25 boxes comerciais, duas unidades comunitárias, redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário, drenagem, pavimentação, iluminação pública e demais obras de infraestrutura.

Antes do início desta nova etapa, a Prefeitura investiu R$ 7,3 milhões em recursos próprios para demolir construções precárias existentes na área, além de executar serviços de terraplenagem e contenção de encostas. Durante a execução das obras, as famílias contempladas seguem recebendo auxílio-aluguel e acompanhamento das equipes de assistência social. Além disso, cada família beneficiada receberá o equivalente a três salários mínimos para a compra de móveis.

A presidente da Fundação Mário Leal Ferreira, Tânia Scofield, destacou que o projeto foi construído a partir de um processo de diálogo com a comunidade ao longo de três anos.

“Encontramos famílias vivendo em condições de extrema vulnerabilidade, sem água, sem esgoto e em casas construídas com restos de material, com telha, com plástico e lona. Fizemos um trabalho de escuta, cadastramos as famílias para entender suas realidades e desenvolvemos um projeto pensado em conjunto, para que elas tenham uma nova perspectiva de vida”, afirmou.

Representando o Ministério das Cidades, o coordenador da Secretaria Nacional de Periferias, Daniel Masiero, ressaltou que o projeto vai além da construção das moradias e promoverá uma transformação completa da comunidade.

“Esse processo todo de urbanização do Pé Preto vem já de algum tempo. Embora a gente tenha que assinar hoje uma autorização de início das obras, esta é só mais uma etapa desse processo de infraestrutura. Será um bairro completamente novo aqui, livre daquelas condições antigas, e com unidades habitacionais com área comercial junto. Isso é uma inovação muito importante que a Prefeitura idealizou”, disse.

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