Golpe do falso emprego exige atenção redobrada de candidatos durante processos seletivos online

 

A busca por uma oportunidade no mercado de trabalho também exige cuidados com a segurança digital. Criminosos têm utilizado falsas ofertas de emprego para obter dados pessoais, informações bancárias e até induzir vítimas a realizarem pagamentos indevidos. A fraude normalmente começa com uma abordagem por aplicativos de mensagens, redes sociais ou e-mail, em que os golpistas se apresentam como recrutadores ou representantes de empresas.

A preocupação é ainda mais relevante em um momento de aquecimento do mercado de trabalho. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil registrou a abertura de 72.960 vagas formais em maio de 2026, elevando para 767.326 o saldo de novos postos no ano e totalizando 47,8 milhões de vínculos formais. O contexto reforça a importância de adotar cuidados durante processos seletivos realizados pela internet.

As ofertas costumam chamar a atenção por prometerem salários atrativos e processos seletivos rápidos, com poucas exigências. Após despertar o interesse da vítima, os criminosos podem solicitar pagamentos para supostos cursos, treinamentos ou exames admissionais, além do envio de documentos pessoais, dados bancários e até assinaturas eletrônicas.

Segundo Lívia Silva, gerente de Prevenção a Fraudes do Banco Mercantil, a primeira medida deve ser confirmar se a oportunidade realmente existe antes de compartilhar qualquer informação. “Ao receber uma proposta de emprego por canais digitais, é importante verificar se a empresa divulgou a vaga em seus canais oficiais e confirmar a autenticidade do recrutador. Esse cuidado reduz o risco de compartilhar informações pessoais com criminosos”, afirma.

A especialista explica que também é importante observar a forma como o contato é realizado. “É recomendável verificar se o e-mail utiliza um domínio corporativo e se o perfil do recrutador apresenta informações consistentes. Quando houver dúvidas sobre a autenticidade da vaga, o ideal é procurar diretamente os canais oficiais da empresa antes de dar continuidade ao processo”, orienta.

Outro sinal de alerta é a solicitação de qualquer tipo de pagamento durante a seleção. Empresas idôneas não cobram taxas para participação em processos seletivos, realização de exames admissionais ou cursos obrigatórios para contratação. “Sempre que houver cobrança para que o candidato avance no processo seletivo, é importante interromper a negociação e verificar a legitimidade da oferta. Também é recomendável não compartilhar documentos pessoais, dados bancários ou realizar assinaturas eletrônicas antes de confirmar que a empresa e a vaga são legítimas”, destaca Lívia.

Caso a vítima perceba que compartilhou informações pessoais ou tenha realizado algum pagamento relacionado a uma falsa oportunidade de emprego, a orientação é comunicar imediatamente a instituição financeira, registrar um boletim de ocorrência e acompanhar possíveis movimentações envolvendo seus dados. Quanto mais cedo a situação for comunicada, maiores são as possibilidades de adoção das medidas cabíveis.

Sobre o Banco Mercantil

O Banco Mercantil vem passando por uma importante transformação nos últimos anos, pautada no investimento em inovação, dados, tecnologia e pessoas. Contando com mais de 10 milhões de clientes, o banco tem foco no público com 50 anos ou mais, e carrega em seu DNA o propósito de oferecer a seus clientes uma experiência única.

Sustentado por seus talentos, o crescimento dos números vem acompanhado de posições de destaque nos rankings de melhores empresas para se trabalhar em Minas Gerais e na posição de quinto maior pagador de benefícios previdenciários do país.

O banco atingiu o patamar de excelência na pesquisa NPS (Net Promoter Score), que fornece informações sobre fidelidade dos clientes e seu grau de satisfação com crédito e serviços, apurada de forma contínua. A instituição possui uma rede com mais de 350 agências distribuídas em 269 cidades pelo país.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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