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O Instituto Metrópole Digital (IMD) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) firmou na semana passada um acordo com o Ministério da Saúde para desenvolver uma Inteligência Artificial destinada a modernizar a Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde (SUS).
O acordo foi oficializado por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) e prevê investimentos de R$ 5,2 milhões. A solução, batizada de OuvidorSUS.IA, será entregue em até 24 meses, com seis meses adicionais para transferência de tecnologia, capacitando técnicos do Ministério da Saúde para manutenção e evolução da ferramenta.
Segundo o professor do IMD Elias Jacob Neto, coordenador do projeto junto à docente Iris Pimenta, a equipe terá 21 colaboradores, entre pesquisadores de diferentes regiões do país e alunos da UFRN. “A ideia é transformar dados que hoje estão dispersos e pouco aproveitados em informações acionáveis, capazes de orientar políticas públicas. Com a IA, será possível identificar, por exemplo, em quais regiões há maior falta de medicamentos ou onde estão concentrados os relatos de surtos de dengue”, explicou.
A iniciativa está organizada em duas frentes. A primeira, Otimização do Atendimento a Demandas de Acesso à Informação, automatizará a recepção e classificação das solicitações com base em análise semântica, identificando demandas repetidas e elaborando respostas de forma mais ágil e padronizada. Um chatbot interno apoiará a triagem inicial, integrando sistemas já existentes, como FalaBR e OuvidorSUS.
A segunda frente, Aumento da Capacidade Analítica da Ouvidoria, usará Inteligência Artificial para extrair informações relevantes de dados e realizar análise de sentimentos, medindo a satisfação dos usuários do SUS. A ferramenta também gerará dashboards e relatórios dinâmicos para monitoramento de demandas e planejamento de políticas públicas.
Atualmente, manifestações enviadas à Ouvidoria — incluindo reclamações, denúncias ou pedidos de informação — são processadas manualmente. Em 2024, o Ministério da Saúde recebeu quase 5 mil solicitações de acesso à informação, com tempo médio de resposta de 22 dias. A nova ferramenta pretende reduzir esses prazos, padronizar respostas e ampliar a capacidade de atendimento, sem comprometer a qualidade exigida pela Lei de Acesso à Informação.
O projeto será desenvolvido no âmbito do programa Metrópole IA 360, do IMD, que reúne iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação em Inteligência Artificial. A metodologia seguirá práticas ágeis com foco no usuário, testes piloto e integração contínua aos sistemas legados já utilizados pelo Ministério da Saúde.
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Fonte: https://agorarn.com.br/rn/imd-vai-desenvolver-inteligencia-artificial-para-ouvidoria-do-sus/

