Produção cinematográfica sergipana estreia no Festival de Cannes

 

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) marcou presença na 79º edição do Festival de Cinema de Cannes, que ocorreu no mês de maio de 2026. O curta “Óleo”, do diretor Ariel Barros, egresso do curso de Cinema e Audiovisual da universidade, foi selecionado para compor a Short Film Corner | Rendez-vous Industry, uma mostra não competitiva do festival. O feito se destaca por ser a primeira vez em que um projeto produzido no Estado de Sergipe chega à Cannes.

A mostra não competitiva integra a programação do Festival de Cannes e funciona como um espaço oficial voltado à circulação, mercado e networking de curtas-metragens de diferentes países. A participação no programa costuma abrir portas para distribuição internacional, contatos com produtores e presença em outros festivais.

Dirigido por Ariel Barros e produzido por Gustavo Rayner, o curta de 15 minutos narra a história de uma mãe que leva o filho pequeno à praia, na tentativa de reconstruir o vínculo entre eles. Esse momento íntimo se transforma quando uma presença misteriosa surge do mar, levando-os para uma jornada de medo e mistério.

Desenvolvido dentro da universidade, o curta surgiu como um filme-tese do projeto de TCC orientado pelo professor Diogo Cavalcanti Velasco. Para Diogo, essas conquistas fortalecem a autoestima dos estudantes e mostram que eles são capazes de alcançar espaços de destaque nacional e internacional.

“Ter um filme em Cannes representa um reconhecimento muito significativo para o curso e para a universidade. Só o fato de ter sido indicada já foi algo muito importante, especialmente porque ela foi a única representante de Sergipe entre produções majoritariamente vindas do eixo Sudeste. Acredito que esses resultados ajudam a consolidar um curso cada vez mais capaz de estimular e materializar toda a criatividade dos seus alunos. Essa é, talvez, a maior importância de reconhecimentos como esses: mostrar que o talento produzido aqui pode chegar longe”, reforça.

O professor também destaca que, apesar das dificuldades, o apoio e a dedicação dos alunos possibilitaram a criação de um projeto tão significativo. “Trabalhar no curta foi um grande desafio. Como acontece com muitas produções independentes, os recursos eram limitados, e a falta de equipamentos exigiu que buscássemos parcerias para viabilizar o projeto. Mesmo com essas dificuldades, conseguimos realizar um filme construído praticamente por alunos”, afirma.

O diretor do curta e egresso da universidade, Ariel Barros, explica que a ideia para o filme surgiu após os vazamentos de petróleo que ocorreram no litoral nordestino. “Após vivenciar o ocorrido nas praias de Aracaju, tive a ideia de transformar isso em um filme que pudesse trazer, de forma imersiva e instigante, uma reflexão sobre a nossa relação com a natureza e os impactos de nossas ações nela”, explica.

Para Ariel, ver conquistas como essa é um sinal de que a Universidade Federal de Sergipe proporciona um ambiente onde a vontade de aprender e os objetivos são ouvidos e desenvolvidos. “Acredito que sempre houve pessoas para ajudar e incentivar a superar as dificuldades que se apresentaram no caminho, que precariedades e distâncias não podem nos impedir de chegar onde almejamos. Posso afirmar que fui formado pela UFS enquanto profissional e também enquanto pessoa”, reforça.

Fonte: Ascom UFS

Fonte: https://ajn1.com.br/producao-cinematografica-sergipana-estreia-no-festival-de-cannes/