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O Rio Grande do Norte deu mais um passo na tentativa de consolidar sua posição entre os principais polos brasileiros da economia do hidrogênio verde. Representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), da Brazil Green Energy e do Governo do Estado se reuniram nesta terça-feira 16, para discutir o andamento do Projeto Morro Pintado, empreendimento que prevê a instalação da primeira fábrica de hidrogênio verde e amônia verde em escala industrial do Estado, no município de Areia Branca.
Orçado em R$ 12 bilhões, o projeto figura entre os maiores investimentos privados já anunciados para o Rio Grande do Norte e integra o conjunto de iniciativas que buscam transformar o Nordeste em um dos principais centros globais de produção de combustíveis de baixo carbono. A localização estratégica, associada à elevada capacidade de geração de energia eólica e solar, tem colocado a região no radar de investidores nacionais e internacionais.
O encontro contou com a participação do presidente da Fiern, Roberto Serquiz, que destacou a relevância do empreendimento para a economia potiguar. O projeto ganhou projeção internacional durante a Feira de Hannover, na Alemanha, realizada em abril deste ano, quando recebeu a licença prévia ambiental, considerada uma etapa importante para o avanço do cronograma de implantação.
Segundo Serquiz, o hidrogênio verde representa uma alternativa para enfrentar desafios estruturais do setor energético no estado. “O hidrogênio é uma das alternativas para a transição energética mundial e pode resolver um desafio atual da nossa região, onde há excesso de geração de energia, sem uma rede de transmissão adequada para distribuir essa produção. Então, o empreendimento precisa avançar e dar os passos necessários para garantir esse investimento”, afirmou.
O dirigente também ressaltou a necessidade de aproveitar o atual ciclo de oportunidades aberto pela corrida global por fontes energéticas de baixa emissão de carbono. Nos últimos anos, países da Europa, Ásia e América do Norte ampliaram investimentos em hidrogênio verde como parte de suas estratégias de descarbonização industrial e segurança energética.
“É necessário que o Estado garanta apoio para que esses empreendimentos se concretizem”, acrescentou Serquiz. Para ele, a competitividade entre Estados e países na atração desses investimentos exige segurança regulatória, infraestrutura adequada e ambiente favorável aos negócios.
Um dos pontos considerados fundamentais para o avanço dos projetos foi a recente aprovação da resolução específica para o hidrogênio verde pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema). A medida estabelece diretrizes para o licenciamento ambiental desse tipo de empreendimento e busca dar maior previsibilidade jurídica aos investidores.
A governadora Fátima Bezerra também ressaltou a importância do projeto para a economia potiguar e destacou a parceria com o setor produtivo. “Estamos de mãos dadas. O projeto tem avançado e será muito importante para o desenvolvimento sustentável do estado”, afirmou. O Projeto Morro Pintado está inserido em um contexto mais amplo de transformação da matriz energética brasileira.
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Fonte: https://agorarn.com.br/ultimas/rn-avanca-em-projeto-de-hidrogenio-verde-de-r-12-bilhoes-e-discute-implantacao-em-areia-branca/

