RN começa em outubro o pré-estudo da ferrovia que ligaria Caiçara do Norte à Transnordestina

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A ideia de puxar um trilho do litoral norte potiguar até a malha ferroviária do Nordeste entra em outubro na sua primeira etapa técnica. O Rio Grande do Norte deve começar no mês que vem o pré-estudo que vai avaliar uma ligação ferroviária entre o Porto-Indústria Verde, projetado para Caiçara do Norte, e a Transnordestina.

Quem informa é a Seplan, a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Estado. O Pré-Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental — o Pré-Evtea, na sigla usada pelo governo — tem R$ 500 mil de aporte, dinheiro que vem da Sudene, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste. A conclusão está marcada para dezembro. A própria Sudene confirma que as tratativas existem, mas ressalva que prazo, valor e escopo continuam dependendo da formalização do contrato.

No desenho preliminar, o eixo principal partiria de Caiçara do Norte e passaria por Mossoró, Apodi e Pau dos Ferros antes de chegar a Iguatu, no Ceará, ponto em que se daria o encontro com a Transnordestina. Há também a previsão de examinar um ramal que ligue Jucurutu, no Seridó, ao corredor principal. Nada disso, porém, é traçado definitivo.

“A proposta em estudo contempla um eixo principal entre o Porto-Indústria Verde e a Transnordestina, em Iguatu, e uma conexão de Jucurutu com esse eixo”, diz o secretário estadual de Planejamento, Alexandre Lima. Segundo ele, a configuração final sairá dos próprios estudos.

A coordenação do trabalho ficará com a professora Juliana Bacelar, que é do Departamento de Economia da UFRN. A universidade atua em parceria com o PNUD, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Essa primeira etapa serve para dimensionar o projeto. Dela devem sair os elementos que alimentarão as análises seguintes: o volume de carga esperado, as alternativas de traçado, as características técnicas da obra, o investimento necessário e o modelo pelo qual a ferrovia sairia do papel.

Ainda não há estimativa de custo, nem definição sobre de onde viria o dinheiro para construir. A intenção do Governo do Estado é montar uma modelagem que some recursos federais e participação privada. Os estudos também terão de apontar quais produtos têm mais potencial de viajar por ali. O ramal do Seridó, por exemplo, abre a possibilidade de atender as cadeias produtivas daquela região, mas a escolha das cargas prioritárias depende das análises de viabilidade.

“O Governo do Estado trabalha a proposta a partir do conceito de Corredor Logístico Indústria Verde, buscando utilizar a conexão ferroviária também como instrumento para a industrialização do interior e a agregação de valor às cadeias produtivas do Rio Grande do Norte”, afirma Lima. Na leitura do secretário, a concepção junta três coisas: a produção de energia renovável, a água disponível e o porto como ponto de saída das cadeias produtivas para o mercado externo.

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Fonte: https://agorarn.com.br/rn/rn-preestudo-ferrovia-transnordestina/