8M em Belém: mulheres fazem caminhada histórica

Mulheres e representantes de movimentos sociais participaram, na manhã deste domingo (8), da Marcha 8M em Belém, mobilização realizada no Dia Internacional da Mulher. O ato reuniu integrantes de organizações feministas, sindicatos, entidades da sociedade civil e apoiadores da causa em defesa dos direitos das mulheres.

A concentração ocorreu na escadinha do Cais do Porto, na área da Estação das Docas. Em seguida, as participantes seguiram em caminhada pela avenida Presidente Vargas até a Praça da República, no centro da capital. 

Durante o trajeto, a via ficou parcialmente bloqueada para a passagem da manifestação, e agentes de trânsito acompanharam o percurso dando apoio à organização do ato.

Organizada pela Frente Feminista do Pará, a mobilização integrou a agenda nacional de atos realizados em várias cidades brasileiras no 8 de março.

A manifestação contou com a presença de diversos movimentos sociais e coletivos, com muitas bandeiras e cartazes que destacavam reivindicações relacionadas à proteção das mulheres, ao combate ao feminicídio e à ampliação de políticas públicas.

Integrante da Frente Feminista do Pará e do Movimento de Mulheres do Tapanã, Antônia Salgado destacou que a mobilização busca unir diferentes setores da sociedade no enfrentamento à violência contra as mulheres. “Nós estamos aqui para nos unir com mulheres e homens nessa luta contra o feminicídio. Não podemos continuar convivendo com índices tão altos de assassinatos de mulheres”, afirmou.

Segundo ela, o movimento também busca ampliar o debate público sobre a violência de gênero e pressionar o poder público por mais políticas de proteção. “Essa luta não é apenas das mulheres. Precisamos do apoio de toda a sociedade para enfrentar essa cultura de violência e discriminação”, disse.

Antônia também ressaltou que, embora existam instrumentos legais importantes, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, ainda há desafios na implementação de políticas públicas e na estrutura de atendimento às vítimas. Para ela, mobilizações como a marcha ajudam a chamar a atenção das autoridades para a necessidade de ampliar serviços e fortalecer mecanismos de combate à violência.

Além de movimentos sociais, instituições também participaram da manifestação. A vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará, Brenda Araújo, afirmou que a presença da entidade reforça o compromisso  com a defesa dos direitos humanos. “A OAB se une aos movimentos sociais e às instituições para que essa caminhada seja um marco na luta pelos direitos das mulheres”, destacou. Segundo ela, a participação da entidade demonstra que a advocacia também atua no apoio às pautas relacionadas ao enfrentamento da violência e à garantia de direitos.

Durante a caminhada, participantes entoaram palavras de ordem e exibiram cartazes com mensagens de protesto e reivindicação. O clima foi de mobilização e participação de diferentes grupos ligados às pautas sociais.

Texto de Luiz Augusto Andrade 

Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/belem-vai-as-ruas-no-8m-com-marcha-por-direitos-e-combate-ao-feminicidio/