Brasil nas oitavas aquece comércio de Belém; faturamento chega a crescer 400%

Nesta segunda-feira (29), a Seleção Brasileira enfrenta o Japão às 14h, e o comércio se organiza para adaptar horários e seguir com as vendas. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas), as empresas do centro comercial de Belém, no bairro da Campina, ficarão abertas até 13h e não reabrirão após o jogo. Apesar de a fase de grupos já ter acabado, a procura por produtos da Copa continua intensa no centro comercial de Belém.

Em comunicado, o Sindilojas Belém ressaltou que não há qualquer norma legal ou acordo coletivo que obrigue as empresas a dispensarem os empregados durante o horário da partida. Nos bairros mais afastados do centro comercial, na Campina, o sindicato não sabe qual a logística adotada.

A expectativa do comerciante João Vale é de boas vendas nesta segunda-feira (29). “Todo dia de jogo as vendas são boas. As pessoas deixam para a última hora”, afirma. Ele já trabalhou durante nove Mundiais, e a Copa de 2026 foi a que deu mais faturamento em sua barraca. Ele está vendendo produtos relacionados à Seleção Brasileira desde maio, como bandeiras, camisas, chapéus e perucas.

O produto que está sendo mais comprado na barraca do comerciante é a corneta. “Corneta para fazer ‘zoada’ está vendendo bem. Logo no começo, era plástico de decoração. No meio da Copa, foi bandeira. No final, é corneta para a galera fazer um barulho”, relata João Vale, conhecido como “Dinho”.

À medida que o Brasil avança de fase, as vendas avançam também, segundo o comerciante José Hélio, que vende plásticos estampados para enfeitar ruas, casas e estabelecimentos. “Quando o Brasil estiver nas quartas de final mesmo, vai começar a acelerar mais ainda. Quando chegar na final, vai dar uma expectativa maior e o povo vai começar a comprar mais ainda. É assim que funciona a venda no tempo de Copa do Mundo”, revela José, que aposta em uma vitória de 4 a 0 contra os japoneses.

No caso do comerciante Jaime Santana, a Copa do Mundo foi essencial no mês de junho para aumentar o faturamento. “Agora, durante a Copa, teve muita procura de muitos clientes. Procuram camisas, bandanas e objetos gerais que sejam relacionados à Copa do Mundo. O faturamento aumentou bastante: cerca de 400%”.

Consumidores buscam qualidade e variedade

O montador André Malato preferiu ir ao comércio neste sábado (27) para aproveitar o dia inteiro de Copa na segunda. Apesar de já ter uma camisa da Seleção para ver os jogos, ele estava procurando produtos para os familiares. “Quero comprar mais duas para a família. Todo mundo tem, mas quero comprar mais”, comenta.

A qualidade da camisa pesa na hora da decisão de compra. “Meu teto de gasto é entre R$ 70 e R$ 120, dependendo da camisa, do modelo e da marca. Não precisa comprar bem barato para depois usar e dar coceira no teu corpo. Tem que ser da melhor qualidade”, explica André Malato.

Preço

No centro comercial de Belém, é possível encontrar produtos de preços variados, a depender da qualidade, do material, do modelo e de outros fatores. A corneta pode ser encontrada entre os valores de R$ 5 e R$ 25, variando com o tamanho e a potência do item. Já as bandeiras podem ser encontradas por R$ 2, sendo as menores para colocar em carros, até por R$ 30, sendo as maiores.

Os chapéus de plástico podem ser comprados por R$ 5, enquanto que, de outros tecidos, o consumidor pode encontrar por preços a partir de R$ 20. As camisas variam principalmente por conta da qualidade do material, tendo exemplares de R$ 30 e de R$ 80.

ENQUETE: Brasil passa pelo Japão? Opine aí!

Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/brasil-nas-oitavas-aquece-comercio-de-belem-faturamento-chega-a-crescer-400/