Auto do Círio 2026 homenageia Nossa Senhora de Nazaré

Ocorreu nesta sexta-feira, 09, mais uma edição do Auto do Círio. Com o tema “Maria, Salvai e Guardai Nosso Patrimônio Sagrado e Nossa Fé”, o espetáculo reuniu artistas e devotos em uma homenagem à Nossa Senhora de Nazaré, destacando a importância da preservação do patrimônio histórico e cultural da capital paraense. A concentração ocorreu na Praça do Carmo e seguiu em direção à Praça Dom Pedro.

Realizado como projeto de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), o Auto do Círio transformou as ruas do centro histórico em um grande palco a céu aberto. O evento reúne elementos religiosos e profanos, com apresentações que valorizam a identidade amazônica.

Entre os participantes estava o ator e artista plástico Max Suassuna, que representou o fantasma do Theatro da Paz. A fantasia, segundo ele, foi inspirada no tema deste ano, que destaca a valorização dos espaços históricos da cidade. “O Auto do Círio é a homenagem que os artistas paraenses fazem para Nossa Senhora de Nazaré. É a nossa forma de expressar o quanto nós a amamos e a nossa devoção. É muito bom ter essa oportunidade de fazer isso”, afirmou.

A artesã Rosa Sales, de 79 anos, também participou da manifestação. Integrante do Auto do Círio desde 2008, ela representou Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Moradora de Icoaraci, Rosa contou que enfrenta o deslocamento até o centro de Belém para participar dos ensaios, realizados durante cerca de 15 dias. A artesã conheceu o projeto pela televisão e decidiu integrar o espetáculo. “Eu achei formidável, uma bênção, uma graça. Eu amo Nossa Senhora Aparecida. O Auto do Círio é sempre emocionante, assim como o próprio Círio”, declarou.

Além dos participantes, o espetáculo atraiu o público interessado em acompanhar as manifestações culturais. A cantora e artista visual Giovanna Bitar, 26, esteve na Cidade Velha para prestigiar os artistas e destacou a importância do encontro entre religiosidade e cultura popular. “Para todo paraense, o Círio é um momento muito importante. Como artista, presenciar a galera do teatro e da arte fazendo o Auto é muito bonito. É uma oportunidade de apreciar e curtir também o lado profano do Círio”, comentou.

Para Giovanna, a dimensão cultural da festividade não pode ser separada da devoção religiosa. “A religião também é cultural. Não é só Nossa Senhora, é a história do lugar, é a história do Pará, de Belém e do que a Santa causa na vida das pessoas. Isso é cultura”, concluiu. O espetáculo deste ano contou com direção geral de Inês Antônia Ribeiro.

Fonte: https://diariodopara.com.br/cirio-de-nazare/fantasma-do-theatro-da-paz-e-devocao-marcam-o-auto-do-cirio-nas-ruas-de-belem/