Os preços do pescado voltaram a subir nos mercados municipais de Belém em outubro de 2025, após cinco meses consecutivos de queda. A análise conjunta do DIEESE/PA e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDCON) mostra que a maior parte das espécies comercializadas registrou reajustes significativos no mês. Foi o melhor desempenho de outubro na série histórica desde 2010 no que se refere ao volume de informações monitoradas, mas acompanhado por forte pressão de preços para o consumidor
Entre as altas mais expressivas estão a tainha, com elevação de 11,05%, a pescada gó (+10,62%), o tambaqui (+8,28%), o tucunaré (+6,67%), a pratiqueira (+6,28%) e a pescada branca (+5,37%). Também registraram aumentos dourada (+5,25%), serra (+5,23%), piramutaba (+4,66%), gurijuba (+4,57%), curimatã (+3,63%) e sarda (+3,10%). O filhote avançou 1,13%.
Apesar do cenário de alta generalizada, algumas espécies ficaram mais baratas, como o surubim (-7,74%), o bagre (-6,84%), o xaréu (-4,98%), a arraia (-4,69%) e o cação (-1,80%).
Variação acumulada no ano
No acumulado do ano (jan–out/2025), a maioria das espécies ainda registra queda, caso do tucunaré (-22,40%), serra (-15,90%), corvina (-14,32%), tainha (-9,28%) e pescada amarela (-8,35%). Em contrapartida, outras seguem em tendência de alta, especialmente piramutaba (+18,70%), mapará (+16,43%) e pescada gó (+14,77%).
Comparativo anual (2024-2025)
A comparação entre outubro de 2025 e outubro de 2024 revela que grande parte das espécies está mais cara, com aumentos acima da inflação estimada para o período (4,50%). O tucunaré encabeça a lista, com alta acumulada de 30,04%, seguido de mapará (+19,45%) e pescada gó (+18,69%). Já o surubim apresenta a maior queda em 12 meses (-6,30%).
Fatores que Influenciam os Preços
Especialistas do DIEESE/PA apontam que fatores como o início do período de defeso, custos logísticos, demanda elevada durante a COP30 e redução da oferta justificam a pressão sobre os preços. A tendência, segundo a análise, é de manutenção de valores elevados até o fim do ano.
Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/preco-do-pescado-volta-a-subir-em-belem-apos-cinco-meses-de-queda/

