RJ: Paes lança candidatura e chama grupo de Castro e Ruas de “organização criminosa”

O PSD oficializou, na manhã desta segunda-feira (22), a candidatura de Eduardo Paes ao Governo do Rio de Janeiro durante convenção partidária que reuniu representantes das legendas da aliança. No discurso, o ex-prefeito da capital fez duras críticas às gestões anteriores e classificou o grupo político que comandou o estado nos últimos anos como uma “organização criminosa”.

Ao afirmar que o Rio vive “o pior momento de sua história”, Paes atribuiu a crise política e institucional ao grupo que esteve à frente do Palácio Guanabara nos últimos oito anos.

“A responsabilidade por tudo isso é do grupo político que tomou de assalto o estado há oito anos. Governador cassado, presidente da Alerj preso por ligação com o crime organizado, com o Comando Vermelho. Talvez o certo não seja chamar de grupo político, mas de organização criminosa”, declarou.

Durante o evento, o candidato também prometeu endurecer o combate ao crime organizado e afirmou que o estado retomará o controle sobre seu território. Segundo ele, a segurança pública será conduzida com base em critérios técnicos, sem interferência política.

“O estado vai voltar a mandar no seu território, porque temos coragem, capacidade e inteligência para vencer essa minoria de delinquentes que atormenta nossas famílias”, afirmou. “Teremos uma polícia guiada por evidências, não por política. A Alerj não vai mais mandar na segurança. Os deputados não vão mais indicar delegados.”

Na convenção, foi oficializada a advogada Jane Reis (MDB) como candidata a vice-governadora. Ela é irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis, presidente estadual do MDB, e tia do atual prefeito do município, Netinho Reis.

O deputado federal Pedro Paulo, presidente estadual do PSD, teve sua candidatura ao Senado confirmada pela coligação. A chapa também conta com a deputada federal Benedita da Silva (PT) na disputa pela outra vaga ao Senado.

Ao defender a candidatura, Pedro Paulo criticou a atuação dos atuais senadores fluminenses, todos filiados ao PL.

“Os três senadores que estão lá hoje são de um partido que não ajudou o Rio quando o presidente da República era aliado, e ajuda muito menos agora que é um adversário. Não esperem de mim ideologias. Vou estar em Brasília defendendo o Rio de Janeiro”, disse.

Esta será a terceira tentativa de Eduardo Paes de chegar ao Governo do Estado. A primeira ocorreu em 2006, antes de assumir a Prefeitura do Rio. Em 2018, apesar de liderar parte das pesquisas, acabou derrotado por Wilson Witzel, impulsionado pela onda bolsonarista.

Paes entra na disputa em um cenário considerado mais favorável, enquanto o principal adversário, o PL, enfrenta dificuldades para consolidar sua chapa. No fim de semana, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) anunciou que deixou a candidatura ao lado do presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), movimento que abriu espaço para discussões sobre uma possível neutralidade da federação formada por PP e União Brasil na eleição estadual.

Além do PSD e do MDB, a candidatura de Paes reúne o apoio de partidos como PT, PSB, PDT, PSDB, Solidariedade, Podemos e outras siglas. Prefeitos de diversos municípios participaram da convenção.

Durante o evento, o ex-vice-prefeito do Rio Eduardo Cavaliere (PSD) também criticou a atual gestão estadual e defendeu a alternância de poder.

“O que o eleitor deseja de nós não é continuidade. É mudança, é transformação”, afirmou.

Fonte: https://horadopovo.com.br/rj-paes-lanca-candidatura-e-chama-grupo-de-castro-e-ruas-de-organizacao-criminosa/