Apenas 31% das organizações acreditam que têm habilidades fortes em IA, aponta AWS

A inteligência artificial (IA) na América Latina tem, pouco a pouco, tomado as organizações. De acordo com o relatório Latin America in the Age of AI, do Fórum Econômico Mundial em parceria com a McKinsey, 23% das empresas da região já geram valor de negócio a partir da IA. O percentual, apesar de ter crescido rapidamente, ainda é pequeno para a AWS. Nesta quinta-feira (4), durante uma coletiva de imprensa no AWS Summit 2026, a vice-presidente Latam da companhia, Paula Bellizia, expressa sua preocupação com o momento.

“Me pergunto se não poderíamos ter avançado mais. Mas os clientes têm nos pedido ajuda para navegar na complexidade do mundo de IA e da IA agêntica. E como América Latina, enfrentamos desafios adicionais, que vêm de questões estruturais históricas, desde a regulação da IA até o estágio de modernização das aplicações e do stack tecnológico”, diz Paula.

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A declaração veio acompanhada da divulgação do estudo Desbloqueando o Potencial da IA no Brasil 2026, promovido pela AWS. Segundo a pesquisa, o problema para o avanço da IA está na maturidade das empresas. Apenas 15% das organizações brasileiras atuam no nível avançado, com capacidade de criar novos modelos de negócios.

Enquanto isso, a grande maioria (58%) ainda se encontra em um estágio considerado básico, utilizando IA para ganhos incrementais de eficiência operativa. O nível intermediário, que integra a tecnologia diretamente a produtos e serviços, soma 27% dos negócios pesquisados.

Para o diretor-geral da AWS Brasil, Cleber Morais, a diferença na aplicação se dá a partir da mentalidade das lideranças e da preparação das equipes para utilizar a tecnologia. O relatório aponta que esse percentual ainda é baixo: 31% das organizações brasileiras acreditam que têm habilidades fortes em IA. Enquanto isso, 48% delas citam a falta de habilidades como principal barreira de adoção, além de enfrentarem um tempo médio de cinco meses para contratar talentos digitais.

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“A prontidão para tecnologias de próxima geração, a flexibilidade no ecossistema de nuvem e IA, as pessoas qualificadas e a capacidade de medir o valor para o negócio são gargalos que percebemos os clientes enfrentando”, afirma Morais.

Nesse cenário, as startups têm se destacado. De acordo com o relatório, 68% delas adotaram IA em 2026, e 26% alcançaram um estágio mais transformador da tecnologia. O resultado, para Paula, mostra que as barreiras apresentadas não são novas, mas que é a liderança que faz a diferença na adoção.

“Havia um hiato entre o que acontecia no mundo e na América Latina, e temos visto isso diminuir. Mas é a liderança que faz a diferença nessa conta: é sobre o compromisso pessoal dos líderes de fazer isso acontecer”, diz Paula.

Investimentos em IA também cresceram

Mesmo diante dos desafios, a adoção de ferramentas com a tecnologia cresceu, chegando a 50% das empresas, o equivalente a cerca de 12 milhões de negócios. O número consolida um avanço em relação aos 40% registrados no levantamento anterior.

A adoção da nuvem alcançou 88% das organizações entrevistadas, refletindo um investimento em infraestrutura digital para suportar a IA. O apetite financeiro do mercado segue aquecido: 68% das organizações aumentaram seus investimentos em IA no último ano.

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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/aws-falta-habilidade-ia/