Check Point se une à OpenAI em coalizão global de cibersegurança com IA

A Check Point Software se uniu à OpenAI em uma coalizão global de cibersegurança anunciada nesta segunda-feira (31). A parceria reúne empresas de tecnologia, organizações de segurança e governos em torno de uma resposta coordenada ao avanço das ameaças baseadas em inteligência artificial (IA). Para os negócios, a iniciativa promete ampliar o acesso a ferramentas de defesa que hoje só estão ao alcance de organizações com grande estrutura e orçamento.

A adesão da Check Point faz parte de uma carta aberta lançada pela OpenAI que convoca quatro grupos — organizações, empresas de cibersegurança, governos e laboratórios de IA — a agirem de forma coordenada antes que os ataques habilitados por IA se tornem ainda mais disseminados. O ponto central da proposta é nivelar o acesso à defesa: pequenas e médias empresas, infraestruturas críticas e organizações sem fins lucrativos passariam a contar com os mesmos recursos de identificação de vulnerabilidades, monitoramento e resposta a incidentes disponíveis para grandes corporações.

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“Na cibersegurança, sempre foi necessário se antecipar às próximas ameaças. A IA está acelerando os dois lados dessa equação, e é exatamente por isso que precisamos de uma resposta coordenada agora. Estamos ao lado da OpenAI e de toda a comunidade de segurança porque precisamos ampliar o acesso a recursos de defesa. Todas as organizações precisam ter condições de se proteger, e não apenas aquelas que têm estrutura e orçamento para fazer isso por conta própria”, afirma o diretor de tecnologia da Check Point, Jonathan Zanger.

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A Check Point organizou sua contribuição à iniciativa em três frentes que afetam diretamente a operação dos negócios. A primeira é o controle do uso corporativo da IA: a exposição de dados pode ocorrer em atividades rotineiras, quando funcionários compartilham informações confidenciais com ferramentas de IA sem perceber o risco. A segunda é a aceleração da resposta defensiva, para que as equipes de segurança consigam acompanhar ataques que operam em escala e velocidade de máquina. A terceira é a proteção dos próprios sistemas de IA, incluindo modelos, agentes, interfaces de programação de aplicações (API) e toda a infraestrutura em que a tecnologia é desenvolvida e executada.

O que a OpenAI oferece aos negócios e ao setor público

Como parte dos compromissos assumidos na carta, a OpenAI vai ampliar o acesso subsidiado a seus modelos voltados à cibersegurança para organizações elegíveis. O apoio cobre o setor público, organizações sem fins lucrativos, projetos de código aberto, infraestrutura crítica e operadores de serviços essenciais. A empresa também vai apoiar testes controlados de defesa com parceiros autorizados e continuar compartilhando ferramentas e aprendizados para ajudar os defensores a identificar, priorizar, corrigir e verificar vulnerabilidades.

Para os governos, a carta pede coordenação e financiamento de esforços de defesa cibernética, com prioridade para as vulnerabilidades mais perigosas em sistemas dos quais a sociedade depende. Já às empresas de cibersegurança e parceiros de tecnologia, a proposta pede a ampliação do acesso a recursos de identificação e correção de falhas, monitoramento, testes de segurança, resposta a incidentes e compartilhamento de inteligência e conhecimento prático.

Fonte: https://itforum.com.br/noticias/ciberseguranca-check-point-openai/