Remuneração de Dario Amodei, CEO da Anthropic, chega a US$ 18 mi

Dario Amodei, fundador e presidente-executivo da Anthropic, empresa desenvolvedora do assistente de inteligência artificial (IA) Claude, recebeu US$ 18 milhões em remuneração total no ano passado. O valor foi revelado no prospecto de oferta pública inicial (IPO) da companhia.

A divulgação, obtida pela Reuters, ocorre enquanto a Anthropic se prepara para abrir capital na bolsa ainda neste outono do hemisfério norte, em operação que pode avaliar a empresa em mais de US$ 2 trilhões. A remuneração de Amodei o coloca acima dos presidentes-executivos da Alphabet e da Amazon, mas abaixo dos de Oracle e Nvidia.

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A maior parte do pacote de Amodei é composta por ações e opções, não por salário. Em julho deste ano, ele e sua irmã, Daniela Amodei, presidente da Anthropic, tiveram os salários anuais dobrados para US$ 1,4 milhão cada. No total, Daniela recebeu US$ 16,4 milhões em 2025, incluindo prêmios em ações e opções.

Contexto da remuneração entre executivos de IA

Amodei está na faixa intermediária quando comparado a outros executivos do setor de tecnologia. A remuneração média anual dos presidentes-executivos do S&P 500 subiu 21% no ano passado, chegando a US$ 22,8 milhões, segundo a central sindical AFL-CIO, sem contar o caso de Elon Musk, que detém um plano de ações restritas de US$ 158 bilhões na Tesla.

Entre os extremos do setor, o co-presidente-executivo da Oracle, Clayton Magouyrk, recebeu US$ 627,5 milhões em 2025. No outro polo, Musk recebeu apenas US$ 54.080 como presidente-executivo da SpaceX antes de a empresa abrir capital.

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Courtney Yu, diretora de pesquisa da firma de dados sobre remuneração executiva Equilar, afirma que o pacote de Amodei “parece na ponta baixa para uma empresa avaliada em US$ 2 trilhões, mas vai ser interessante ver como isso muda quando a empresa abrir o capital” e a participação acionária completa de Amodei for tornada pública. Yu observa que, com outros seis cofundadores, Amodei pode terminar com uma fatia menor da riqueza gerada pelo IPO em comparação com outros grandes presidentes-executivos de tecnologia.

Salário versus patrimônio: o modelo dos fundadores

A estrutura de remuneração de Amodei reflete um padrão comum entre fundadores de grandes empresas de tecnologia. Yu explica que “presidentes-executivos fundadores normalmente detêm ações suficientes para que, quando a empresa vai bem e o preço dos papéis sobe, possam simplesmente viver da riqueza que já possuem em participação acionária, e geralmente não recebem muito em remuneração anual”.

O mesmo padrão se repete em outras companhias. Sundar Pichai, presidente-executivo da Alphabet, recebeu US$ 10,9 milhões em 2025, incluindo US$ 8,8 milhões destinados à segurança pessoal “devido ao perfil público significativo de Sundar”. Na métrica de remuneração efetivamente paga, porém, Pichai recebeu US$ 213,9 milhões no ano passado, valor que reflete, entre outros fatores, a variação das ações que ainda não foram consolidadas em seu nome. Andrew Jassy, presidente-executivo da Amazon, recebeu US$ 2,1 milhões em 2025, principalmente para cobrir custos de viagem e segurança; na mesma métrica de remuneração efetiva, o montante sobe para US$ 13,2 milhões.

O IPO da Anthropic ainda não descreve a participação acionária dos fundadores, que pode valer bilhões de dólares dependendo dos termos finais e da avaliação da operação. Amodei, Daniela e os demais cofundadores se comprometeram, no próprio prospecto, a destinar 80% de suas participações pessoais na empresa a causas filantrópicas.

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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/remuneracao-de-dario-amodei-ceo-da-anthropic/