Um dos edifícios mais icônicos de Dubai, o hotel Burj Al Arab está de portas fechadas até 2027 para passar por uma ampla renovação de suas áreas internas.
Famoso pelo título extraoficial de “hotel 7 estrelas”, o luxuoso arranha-céu também foi um alvo colateral do conflito no Irã, chegando a ser atingido por um drone em fevereiro deste ano – mas as obras já estavam previstas antes mesmo do episódio, que, apesar do susto, não causou danos relevantes à estrutura.
Até que a reforma seja concluída, endinheirados hóspedes estão sendo convidados a passar uns dias em outras propriedades da Jumeirah, a operadora do Burj Al Arab.
Renovação é a maior desde a inauguração
Aberto em 1999, o Burj Al Arab é superlativo por qualquer lado que se olhe. Com 320 metros de altura (embora o último andar efetivamente ocupado fique a “apenas” 197 metros do solo), o edifício está localizado em uma ilha artificial própria, e seu desenho faz questão de se destacar no horizonte: a arquitetura lembra a vela de um dhow, embarcação tradicional nessa parte da Ásia.
Desde a inauguração há 27 anos, porém, o hotel – que custou 1 bilhão de dólares em valores da época – nunca havia passado por uma grande reforma. Agora, os trabalhos previstos para durar 18 meses vão dar uma cara nova às 198 suítes espalhadas em seus mais de 50 andares.
O projeto está sendo liderado pela firma do arquiteto francês Tristan Auer, nome conhecido no mundo do design de interiores de altíssimo padrão. Recentemente, ele também assinou o projeto do Royal Scotsman Belmond Train, um dos mais famosos trens de luxo do Reino Unido.
Por que 7 estrelas?
Mais famoso do que o próprio nome do Burj Al Arab é seu título de único hotel “7 estrelas” do mundo. A classificação é extraoficial: a escala só vai mesmo até 5, e esse também é o número de estrelas que o hotel de Dubai ostenta em uma definição formal.
As duas estrelas extras são resultado de uma bem-sucedida campanha de marketing destacando que o hotel, na época de sua inauguração, ia muito além de qualquer luxo visto antes nesse mercado: um serviço personalizado 24 horas por dia é acompanhado de extravagâncias como quartos recobertos de mármore e revestimentos em ouro 24 quilates, a total ausência de quartos “comuns” (todos são suítes exclusivíssimas) e o maior teto de cristais Swarovski do mundo, no topo do seu principal restaurante – 21 mil pedras representando a Via Láctea.
Desde que o termo “7 estrelas” apareceu na mídia pela primeira vez em 1999, ninguém fez questão de desmentir o título, que já deixa bem claro o que um hóspede pode esperar quando abre o bolso para ficar por ali.
Veja um guia completo de Dubai
Fonte: https://viagemeturismo.abril.com.br/mundo/famoso-hotel-7-estrelas-de-dubai-fecha-para-maior-reforma-desde-inauguracao/

